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? - Terra - Matheus e Paulo PT 5

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Mal podia acreditar que chegaram. Depois de mais de um mês andando. Ainda mais porque não criava calos nos pés. O fato de ser exo ajudava e pensava que por ser guardião também. Antes da pergunta surgir em sua mente, Fenrir avisou eu não te ressuscitaria com calos, fica tranquilo. O silêncio perdurou com um leve sorriso de Matheus.  Cada pergunta... Matheus riu para si mesmo.  — Espero que ninguém tenha me ouvido falar que era apenas um mês. — Paulo lembrava-se da briga da reunião com os Senhores do Ferro. — Eu rezo todo dia por isso. Isso e para aquelas nuvens negras não virem pra cá. — Matheus apontava para a escuridão no horizonte. Matheus estava "liderando" a caminhada. Andando uns metros a frente, não viu se Paulo concordou ou não, mas provável que sim.   Os prédios deveriam ser muito bonitos. Ao menos na era dourada.  Os automóveis estavam arranhados, amassados e inutilizados. As cores alegres riscadas pelas garras dos decaídos e pelo tempo. Os arranha-céus...

Palamon - Terra - Lucas

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O dia estava lindo. Era o bastante para deixá-lo tão suportável quanto poderia ser. O céu azul, poucas nuvens e o vento leve. O perfume da floresta e da vegetação. Os pássaros cantavam e os animais andavam em volta de Palamon tranquilos. Lucas colocava a terra novamente nas trincheiras. Seus olhos acompanhavam o trabalho manual e tentava concentrar sua mente apenas na força das mãos. E na força que desempenhava para se manter de pé. Tentar era a palavra correta.  Revân conversava com os cidadãos. Ele ria de algumas coisas, mas na maior parte do tempo apenas escutava. Perguntavam-no hora ou outra como via sem olhos. Sempre respondendo meio sem jeito. Faraday estava sumido desde o enterro de Magno, não disse uma palavra após a promessa. Atreus estava no campo de tiro com Shin. Ele explicava como se manter firme para o coice da arma não machucar nem atrapalhar a mira. Mesmo o rapaz estando com o braço imobilizado, Ernani achou por melhor treinar um terceiro no comando. Lester assumiu ...

Palamon - Terra - O cerco de Palamon

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Norte - Atreus — Ahn... Uma perguntinha pra vocês — Embora eu saiba que não vão entender nem me responder pensou Atreus. — O que é pior que um canhão de mão?  Os decaídos continuavam a avançar, mas estavam receosos, algo na linguagem corporal do guardião dizia que ele estava confiante. Confiante demais.  — É claro que vocês não sabem. — Atreus saca outro canhão de mão. — São dois. A primeira bala de cada um dos canhões de mão acertou a cabeça do primeiro decaído. Ela explodiu, o corpo contorceu e esparramou no chão. O cheiro do sangue decaído não era tão evidente, ou mesmo a pólvora, pois a chuva estava absorvendo tudo. As poças que se formavam não se distinguia o sangue da O peso de cada gota gelada se misturava com os metais frios em suas mãos.  Os decaídos gritaram e começaram finalmente a correr. Então caíram. A trincheira.  — Ahn... Um decaído caindo. — Disse Atreus.  Uma voz em seu ouvido riu. Era o comunicador que os quatro guardiões e os quatro humanos d...

Palamon - Terra - Lucas, Revân, Faraday e Atreus

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Não existia mais distinção de dia e noite. Se o povo de Palamon não tivesse o costume de ir dormir em horários específicos, Lucas perderia a noção de tempo. Ele mesmo não lembrava a última vez que dormiu. Não conseguiria. Não se deixava descansar até que assegurasse que todos estariam bem. Já havia cavado os buracos. As árvores ficaram a cargo de Faraday. Quando Revân e Atreus chegaram, começaram a cortar as pontas das toras.  — Eu pensei que viemos para... "piu, piu, pei, pei" — Revân imitou uma arma com as mãos vazias.  — Repete aí, por favor — Lucas mordia os lábios por dentro evitando um riso. — Eu não vou repetir — Revân riu enquanto cortava a ponta e deixava o mais pontiagudo possível. — E agora 'to fazendo trabalho manual enquanto a escola, fechada. — Adiciona isso como aula pros seus estudantes — Faraday olhava para cima, respirando o ar totalmente carregado de umidade e estática. — Mas faça com gravetos, acho que eles não vão aguentar os troncos. — Ahn... são tão...

? - Terra - Paulo e Matheus PT. 4

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Quase não podia acreditar que passaram pela ponte com apenas o esforço de colocar um pé na frente do outro. Os decaídos não apareceram, ou qualquer coisa que fosse para perturbá-los. Paulo e Matheus concordaram que aquele local seria a armadilha perfeita para atacar.  — Eu atacaria se fosse eles — O exo deu de ombro. — Ainda bem que você não é um decaído — O desperto riu, sem deixar a atenção na estrada.  Eles cobriram mais alguns quilômetros de distância e metade do mês havia passado. Paulo pensou que poderia se acostumar àquela vida de andarilho. Caçar recursos para a cidade, sem precisar atirar ou matar quem aparecesse em seu caminho. Seja para comê-lo, seja para se defender.  Sobreviver.  No fim das contas era disso que se tratava tudo aquilo. Pensava em abrir o comunicador e saber como os outros estavam em suas missões, mas só de lembrar que Perun poderia estar tentando interceptá-los, era um arrepio na espinha. Matheus estava a alguns metros de distância. — É m...

? - Terra - Atreus e Revân PT. 3

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— Vândalos, decaídos e miseráveis... — Atreus recitava. — Não foi a primeira nomenclatura que deram para os Decaídos, mas foi a que gravou melhor. — Revân riu. — Matheus ainda os chama de sucateiros. — Kisuke flutuava de um lado para o outro. — Posso chamá-los de papa loot. — Atreus riu da própria piada e embora Revân balançasse a cabeça em negação, sabia que o amigo ria também.  Morpheus estava ao lado de Atreus, mas não participava da conversa, porém se divertia junto. A caminhada era longa, eles tinham que se distrair com alguma coisa. Revân fez Atreus decorar o conselho da cidade, agora era a hora dele de recitar todas as coisas que aprendeu.  — Tanques aranha, capitães, arcontes — Ele contava três a cada dedo.  Revân acenou com a cabeça e olhava para os lados e para o céu. Atreus acompanhou o olhar do amigo e enfim reparou. O tempo havia mudado desde que eles deixaram a cidade. O vento estava mais forte e o sol não se mostrava fazia um tempo. No lugar do grande céu a...

? - Terra - Matheus e Paulo PT. 3

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As pegadas na terra. O frescor do ar. Olhar pelo que lutou e pelo que lutar. Era bom ouvir pássaros cantando, o vento passando e o sol esquentando o corpo. Matheus absorvia tudo aquilo com felicidade, tentando deixar as memórias das últimas semanas para trás. Andar e se preocupar com o objetivo era bem melhor que manter a cabeça travada na primeira cidade. No campo de batalha. Ver Paulo quieto, porém animado também era satisfatório, aquele titã era movido por ajudar as pessoas e questionar cada passo de si mesmo.  Paulo respeitava seu silêncio e isso era ótimo. Nem todos conseguiam fazer isso. Ele podia lembrar de algo como "O silêncio é ouro." Cada um com seus próprios pensamentos.  Então a floresta começou a dar espaço para a cidade. Entretanto ele poderia chamar de "cidade", pois as construções estavam por um fio de cair. Todas elas malconservadas. Janelas quebradas, quintais com a maioria de suas plantas mortas e as ervas daninhas florescendo. Carros pegando poe...