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Mostrando postagens de junho, 2025

? - Terra - Faraday

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A escalada. O respiro antes da subida. Faraday começou a caminhar com determinação para o alto do pico. Passou com apenas uma olhada de canto de olho para o bar no sopé da montanha. Aquele lugar deveria ser sagrado, não deveria ter aquele tipo de estabelecimento próximo. O Senhor Felwinter deveria dar um basta. Ao menos parecia fechado.  O Exo começou a caminhada dentre a neve. "Anda, desembucha." Kepler disse em sua mente. Sabia que não podia esconder nada daquele fantasma por muito tempo. - Como ele pôde juntar tanta energia de vácuo? - As pegadas começaram a ficar mais rápidas e pesadas. - Nem eu tenho tanto poder. - Ele é um prodígio. - Kepler surgiu e demorou um pouco para acostumar-se com a temperatura, tremendo suas partes de metal. - Não está com frio? - Não - Faraday olhou para o lado esquerdo. - Quero dizer, eu já vi o Senhor Felwinter lançar tamanho poder, mas um rapaz sem estudo ou treinamento. - Você o iniciou no vácuo, ele desenvolveu-se. O que há de mais nisso?...

? - Terra - Lucas

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- Maior que a última cidade? - Perun olhava para Lucas. Aurora, seu fantasma, apareceu ao lado do Caçador e projetou a imagem do acampamento dos Decaídos na cabana onde estavam. Ao menos dez senhores de ferro observavam e as reações foram semelhantes: raiva, ódio, desespero e preocupação.  Menos Saladino, esse permanecia calmo e com a expressão neutra. E claro, Shaxx, ele parecia animadíssimo. As conversas começaram a se acalorar. Uma voz queria se sobrepor a dos outros. Estratégias de guerra, protestos de porquê não tinham um acampamento ainda maior. Quando Radegast pediu silêncio, alguém gritou mais alto. - E graças a vocês, eles sabem que sabemos. - Um dos Senhores de Ferro disse. Um leve alvoroço. Quando tudo se acalmou a voz de Lucas apareceu. - Com todo respeito senhor, graças a nós que vocês também estão sabendo. - Embora por dentro um fio de aço amarrou-se em seu estomago, Lucas permaneceu firme, não trairia seu esquadrão.  Entre protestos e risadas, um brilho no olhar...

? - Terra - Revân-9, Paulo e Faraday-12 PT.3

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A volta para a cidade foi mais acelerada do que Revân pensou. Kisuke havia avisado que faltavam poucos dias para entregar o relatório. O que havia sugado toda a alegria de Revân foi ver Faraday ser possuído por aquela entidade na praia de gelo. E ao que parecia, não só a dele. Os acampamentos com fogueira a partir daquele dia consistiam apenas em silêncio e o vento da tempestade. Estava praticando vácuo com Paulo enquanto o professor estava absorto no horizonte. Se ele falava ou não, era com seu fantasma e ninguém mais. - Acha que deveríamos conversar com ele? - Revân tentava concentrar a energia de vácuo em apenas uma das mãos.  - Quando se fica introspectivo assim a última coisa que se quer é alguém falando com você - Paulo conseguia projetar a energia, com as duas mãos para frente, um campo de força começava a se formar, porém logo se dissipava.  - E onde leu isso? - Revân não tinha livros de como se lidar com pessoas. - Eu sou assim. - O Exo virou-se para o amigo. Ele ...

? - Terra - Atreus, Lucas e Matheus-10 PT. 3

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Ele correu por três dias e três noites inteiras. Claro, ele, Lucas e Matheus. Atreus não sabia que podia correr tanto sem se cansar. Era bom saber dos limites. Assim ele poderia superá-los. No segundo dia, os gritos dos decaídos cessaram — mas isso não queria dizer que pararam de segui-los. Como disse Lucas: “Apenas estão se preparando para algo.” Ele queria ao menos levar uma segunda notícia notória para o Sr Saladino, mas queria poder contar com seus amigos também. Quando finalmente Lucas parou, ele estava um pouco ofegante com uma das mãos no joelho. Matheus sentou-se no chão e respirava profundamente. — Estão comendo poeira... — foi tudo que Atreus conseguiu dizer antes de tudo escurecer. Quando abriu os olhos, já era noite. Estava em outro lugar, deitado perto de uma fogueira. O ar cheirava a carne assada e madeira queimada. Ele se pôs sentado, sua cabeça girou. - Fica aí. Eu vou pegar um espeto pra você - Quatro lebres estavam girando em galhos de árvores. - Você e Lucas ...

? - Terra - Paulo, Faraday 12 e Revân 9 PT. 2

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Paulo não estava convencido se poderia confiar naquele Exo. Revân tinha seus olhos escondidos por causa da armadura natural da sua cabeça de lata e mesmo assim Paulo confiava nele. Mas mesmo podendo olhar nos olhos de Faraday não conseguia acreditar no Exo. Deitado, não conseguiu dormir sob o olhar dele. "Acha que tem algo de errado?" disse Soltre dentro de sua mente. "Eu não sei, mas tem algo nele que é um segredo. Entretanto... não sei se é ruim." Quando conheceu Lucas sabia que poderia confiar nele assim como poderia confiar que o dia viria depois da noite. Ele tentou afastar o pensamento, mas seus sentidos já estavam alertas. "Qualquer sinal eu vou descarregar a arma."  Aquela energia destrutiva na arvore era realmente um ensinamento ou "Tome cuidado, veja o que eu posso fazer."? Paulo havia treinado escondido e conseguido progresso. Revân tinha sido ainda melhor e projetado um tipo de energia com um golpe.  - É só concentrar em uma das mãos ...