? - Terra - Revân-9, Paulo e Faraday-12 PT.3
A
volta para a cidade foi mais acelerada do que Revân pensou. Kisuke havia
avisado que faltavam poucos dias para entregar o relatório. O que havia sugado
toda a alegria de Revân foi ver Faraday ser possuído por aquela entidade na
praia de gelo. E ao que parecia, não só a dele. Os acampamentos com fogueira a
partir daquele dia consistiam apenas em silêncio e o vento da tempestade. Estava praticando vácuo com Paulo enquanto o professor estava absorto
no horizonte. Se ele falava ou não, era com seu fantasma e ninguém mais.
- Acha que deveríamos conversar com ele? - Revân tentava concentrar a energia de vácuo em apenas uma das mãos.
- Quando se fica introspectivo assim a última coisa que se quer é alguém falando com você - Paulo conseguia projetar a energia, com as duas mãos para frente, um campo de força começava a se formar, porém logo se dissipava.
- E onde leu isso? - Revân não tinha livros de como se lidar com pessoas.
- Eu sou assim. - O Exo virou-se para o amigo. Ele tinha uma cara fechada e a energia de vácuo não se formava em suas mãos. Os olhos vasculhavam o chão de terra batida.
Revân sabia que poderia procurar todo o tipo de informação do mundo em livros, mas não sobre mundos individuais. As pessoas não eram como os livros que ele leria e todas suas informações estavam na palma da sua mão. Lidar com eles era complicado.
Kisuke parecia uma bomba relógio. Se projetava uma vez por dia para mostrar dias e horas faltando para a entrega do relatório. Para todos, até que...
– Chega desses lembretes, Kisuke. A gente vai chegar quando for a hora – disse Faraday.
— Você está bem? — perguntou Paulo, colocando-se entre Faraday de Revân.
Faraday encarou o chão por um momento, como se buscasse algo nas pedras.
— Estarei… quando voltarmos pra cidade — murmurou. Não era só cansaço; havia medo naquela voz.
"Eu não tenho medo dele, mas se ele continuar agindo desta forma irá quebrar nossa moral." Kisuke disse.
Os barulhos de passos nas pedras, a floresta reaparecendo com seus cheiros, sons e cores foi um alívio. A música começou a soar novamente na mente de Revân, ele sabia que era apenas na sua mente. Por mais que tenha sido tocada em um momento horrível, ela era muito bonita. Eram as únicas formas de manter sua mente ocupada. Entretanto ver a equipe que começou e a que estava prestes a chegar na cidade era desolador. Revân sabia que a missão não foi de total um sucesso, mas aquele clima de funeral sufocava cada vez mais.
Mais um acampamento. Eles estavam sentados de frente a fogueira. "Chega".
- Faraday. - O Exo olhou para ele com uma certa demora. - Quer nos contar o que lembra da mensagem?
- Não quero me lembrar disso. - A luz das labaredas fez a expressão dele parecer ainda pior.
- Se continuar calado assim meu parceiro, vai acabar fodendo com a gente. - Revân levantou-se.
- Não fale comigo desta forma. - Os olhos dele pareciam ter se estreitado. "Isso, reação."
- Revân, vamos com cal...
- Calma é a porra, - ele apontou o dedo na direção de Faraday - Acha que foi o único que ficou assustado?
- O que você sabe sobre ficar assustado Exo da Lua? - Faraday se levantou e uma singela sombra de vácuo se dispersou de seus braços.
- Fica pagando de erudito, estudando com um Senhor do Ferro, o que você sabe sobre ter medo seu monte de ferrugem? - Revân não ficou pra trás e deixou a áurea de vácuo transparecer também. - Sim, eu vim da lua e se leu o relatório meu e do Matheus enfrentamos uma força desconhecida por todos, e você o que fez até agora além de reclamar?
- Fique quieto antes que eu faça se arrepender de suas palavras - Faraday estava começando a juntar energia de vácuo.
- Você 'tá achando que é personagem de alguma história? - Revân riu - Fala minha língua alienígena.
Os dois Exos deram um passo. Paulo aterrissou dentre os dois com energia de arco, o chão tremeu, a fogueira apagou e a eletricidade fez Revân e Faraday recuarem.
- Chega vocês dois - Paulo disse dividindo o olhar de desaprovação para os dois - Se querem resolver isso, sejam guardiões honrados. Um duelo, como Senhores do Ferro faziam contra o Senhores da Guerra.
Paulo devia ter visto algo nas expressões de Revân. Ele balançou a cabeça negativamente bem devagar com os olhos preocupados. Era incrível como aquele titã conseguia perceber suas reações mesmo sem os olhos a mostra.
- Que assim seja - Faraday disse.
- Eu concordo - Revân endossou. Paulo baixou a cabeça e respirou fundo.
Eles se afastaram e acharam uma área mais aberta dentro da floresta. Paulo andou calmamente até eles. Faraday estava com seu fuzil de batedor, Revân estava sorrindo e não lembrava de quando sacou o canhão de mão. "Se eu não fizer isso ele vai se afundar e vai nos levar junto."
- Assim como nos duelos de outrora, quem chegar primeiro nos três abates ganha. Não mirem nos fantasmas - Paulo deu ênfase na última parte.
Revân se acalmou, o vento passou e todo o universo estava ali presente. Era como estar caindo do céu novamente com a explosão da nave, mas fixo no chão.
- Já - gritou Paulo.
O fuzil e o canhão de mão cantaram, um mais alto e ritmado que o outro. Revân levou duas balas no ombro, mas acertou a mão de Faraday e arrancou um de seus dedos. "O do gatilho". Faraday no reflexo após recarregar mirou e tentou movimentar o dedo fantasma. A expressão corporal de seu corpo de vergonha não foi tão rápida, pois Revân deu um tiro em sua cabeça. Revân curou-se.
- Acha que deveríamos conversar com ele? - Revân tentava concentrar a energia de vácuo em apenas uma das mãos.
- Quando se fica introspectivo assim a última coisa que se quer é alguém falando com você - Paulo conseguia projetar a energia, com as duas mãos para frente, um campo de força começava a se formar, porém logo se dissipava.
- E onde leu isso? - Revân não tinha livros de como se lidar com pessoas.
- Eu sou assim. - O Exo virou-se para o amigo. Ele tinha uma cara fechada e a energia de vácuo não se formava em suas mãos. Os olhos vasculhavam o chão de terra batida.
Revân sabia que poderia procurar todo o tipo de informação do mundo em livros, mas não sobre mundos individuais. As pessoas não eram como os livros que ele leria e todas suas informações estavam na palma da sua mão. Lidar com eles era complicado.
Kisuke parecia uma bomba relógio. Se projetava uma vez por dia para mostrar dias e horas faltando para a entrega do relatório. Para todos, até que...
– Chega desses lembretes, Kisuke. A gente vai chegar quando for a hora – disse Faraday.
— Você está bem? — perguntou Paulo, colocando-se entre Faraday de Revân.
Faraday encarou o chão por um momento, como se buscasse algo nas pedras.
— Estarei… quando voltarmos pra cidade — murmurou. Não era só cansaço; havia medo naquela voz.
"Eu não tenho medo dele, mas se ele continuar agindo desta forma irá quebrar nossa moral." Kisuke disse.
Os barulhos de passos nas pedras, a floresta reaparecendo com seus cheiros, sons e cores foi um alívio. A música começou a soar novamente na mente de Revân, ele sabia que era apenas na sua mente. Por mais que tenha sido tocada em um momento horrível, ela era muito bonita. Eram as únicas formas de manter sua mente ocupada. Entretanto ver a equipe que começou e a que estava prestes a chegar na cidade era desolador. Revân sabia que a missão não foi de total um sucesso, mas aquele clima de funeral sufocava cada vez mais.
Mais um acampamento. Eles estavam sentados de frente a fogueira. "Chega".
- Faraday. - O Exo olhou para ele com uma certa demora. - Quer nos contar o que lembra da mensagem?
- Não quero me lembrar disso. - A luz das labaredas fez a expressão dele parecer ainda pior.
- Se continuar calado assim meu parceiro, vai acabar fodendo com a gente. - Revân levantou-se.
- Não fale comigo desta forma. - Os olhos dele pareciam ter se estreitado. "Isso, reação."
- Revân, vamos com cal...
- Calma é a porra, - ele apontou o dedo na direção de Faraday - Acha que foi o único que ficou assustado?
- O que você sabe sobre ficar assustado Exo da Lua? - Faraday se levantou e uma singela sombra de vácuo se dispersou de seus braços.
- Fica pagando de erudito, estudando com um Senhor do Ferro, o que você sabe sobre ter medo seu monte de ferrugem? - Revân não ficou pra trás e deixou a áurea de vácuo transparecer também. - Sim, eu vim da lua e se leu o relatório meu e do Matheus enfrentamos uma força desconhecida por todos, e você o que fez até agora além de reclamar?
- Fique quieto antes que eu faça se arrepender de suas palavras - Faraday estava começando a juntar energia de vácuo.
- Você 'tá achando que é personagem de alguma história? - Revân riu - Fala minha língua alienígena.
Os dois Exos deram um passo. Paulo aterrissou dentre os dois com energia de arco, o chão tremeu, a fogueira apagou e a eletricidade fez Revân e Faraday recuarem.
- Chega vocês dois - Paulo disse dividindo o olhar de desaprovação para os dois - Se querem resolver isso, sejam guardiões honrados. Um duelo, como Senhores do Ferro faziam contra o Senhores da Guerra.
Paulo devia ter visto algo nas expressões de Revân. Ele balançou a cabeça negativamente bem devagar com os olhos preocupados. Era incrível como aquele titã conseguia perceber suas reações mesmo sem os olhos a mostra.
- Que assim seja - Faraday disse.
- Eu concordo - Revân endossou. Paulo baixou a cabeça e respirou fundo.
Eles se afastaram e acharam uma área mais aberta dentro da floresta. Paulo andou calmamente até eles. Faraday estava com seu fuzil de batedor, Revân estava sorrindo e não lembrava de quando sacou o canhão de mão. "Se eu não fizer isso ele vai se afundar e vai nos levar junto."
- Assim como nos duelos de outrora, quem chegar primeiro nos três abates ganha. Não mirem nos fantasmas - Paulo deu ênfase na última parte.
Revân se acalmou, o vento passou e todo o universo estava ali presente. Era como estar caindo do céu novamente com a explosão da nave, mas fixo no chão.
- Já - gritou Paulo.
O fuzil e o canhão de mão cantaram, um mais alto e ritmado que o outro. Revân levou duas balas no ombro, mas acertou a mão de Faraday e arrancou um de seus dedos. "O do gatilho". Faraday no reflexo após recarregar mirou e tentou movimentar o dedo fantasma. A expressão corporal de seu corpo de vergonha não foi tão rápida, pois Revân deu um tiro em sua cabeça. Revân curou-se.
Paulo ressuscitou o Exo.
Ele não expressou seus sentimentos.
- Aprendeu? - Revân recarregou o canhão de mão.
- A gravidade da lua deve ter bagunçado com a sua mente, estamos apenas começando. - Faraday recarregou.
- Um a zero para Revân. Já.
Mais uma onda de tiros, mas Revân não entendeu bem o que houve, as balas de Faraday já estavam alojadas por ao menos quatro partes do seu corpo antes dele mirar. Quando o canhão de mão se posicionou e ele acertou o lado errado do peito, então tudo ficou escuro. Levantou-se com Paulo segurando sua mão.
-Você atirou em mim? - Revân estava confuso.
- Ele é rápido. - O titã bateu no ombro de Revân.
Faraday permanecia da mesma forma de quando Revân morreu. Não disse nada, não mexeu-se nem recarregou.
-Um a um. Vão.
Um tiro de canhão de mão e outro do fuzil. Tudo escuro. Revân acordou e permaneceu no chão, Paulo não o ajudou a levantar.
-Hey!
Quando Revân se pôs sentado observou que ele matou Faraday também. Ficou feliz. Levantou-se e recarregou o canhão de mão. Faraday levantou-se. Respirou fundo e se posicionou da mesma forma.
- Empate, mas vou dar um ponto pra cada. Lutem bem, a última rodada. Já - Ele olhou para os dois Exos com um certo pesar. Revân mudou então de tática. Começou a pensar antes de agir.
- Aprendeu? - Revân recarregou o canhão de mão.
- A gravidade da lua deve ter bagunçado com a sua mente, estamos apenas começando. - Faraday recarregou.
- Um a zero para Revân. Já.
Mais uma onda de tiros, mas Revân não entendeu bem o que houve, as balas de Faraday já estavam alojadas por ao menos quatro partes do seu corpo antes dele mirar. Quando o canhão de mão se posicionou e ele acertou o lado errado do peito, então tudo ficou escuro. Levantou-se com Paulo segurando sua mão.
-Você atirou em mim? - Revân estava confuso.
- Ele é rápido. - O titã bateu no ombro de Revân.
Faraday permanecia da mesma forma de quando Revân morreu. Não disse nada, não mexeu-se nem recarregou.
-Um a um. Vão.
Um tiro de canhão de mão e outro do fuzil. Tudo escuro. Revân acordou e permaneceu no chão, Paulo não o ajudou a levantar.
-Hey!
Quando Revân se pôs sentado observou que ele matou Faraday também. Ficou feliz. Levantou-se e recarregou o canhão de mão. Faraday levantou-se. Respirou fundo e se posicionou da mesma forma.
- Empate, mas vou dar um ponto pra cada. Lutem bem, a última rodada. Já - Ele olhou para os dois Exos com um certo pesar. Revân mudou então de tática. Começou a pensar antes de agir.
Lançou-se para o lado, atirando metade do carregador. Faraday reagiu
rapidamente, imitando seus movimentos. Ninguém se acertou. Então Revân viu
o céu da noite se encher de um roxo que ele tinha familiaridade, mas naquele
instante despertou medo nele. Rolou pelo chão de terra e folhas. Alguns metros
ao lado um vórtice de vácuo consumiu um pouco do chão. Ele mirou com o canhão
de mão e atirou na mão que lançou. A mão esquerda. As balas vieram, mas a dor
da mão deve ter dificultado a mira de Faraday, nada acertado.
Revân concentrou-se e devolveu o poder do Vácuo. Estilhaços de várias farpas de
vácuo quase acertaram Faraday, ele desapareceu e apareceu a alguns metros do
chão, como um tele-porte.
- Caralho, essa é nova - Revân mirou o canhão de mão em Faraday, mas teve que desviar mais uma vez de balas.
Ele rolou para frente e os dois estavam cara a cara, mirando a arma um no rosto do outro. O gatilho dos dois puxados ao mesmo tempo. Vazios.
- Desiste logo - Revân não tinha visto o buraco na sua própria barriga, ele cuspiu um pouco de sangue na armadura.
- Deve estar no mundo da lua mesmo - A arma do Exo estava salpicada com o sangue da mão. Era vermelho.
Ele começou a carregar o canhão de mão ali mesmo. Os dois Exos eram rápidos. As armas estavam em prontidão para encerrar o duelo. O ar mudou de pressão, o barulho da floresta foi silenciado e era como se algo cortasse o ar. Estava chegando. Revân sentiu as roupas do corpo tremendo e as folhas no chão movendo-se.
- Não! - Paulo pulou na direção dos dois.
A maior bala que Revân já havia visto na vida estava ali, ela estava chegando ou pior, ela estava mirada neles. Mais rápida do que eles poderiam se mover e mais forte do que os três poderiam defender. Ele fechou os olhos e deixou a escuridão chegar com a dor. O barulho da bala se chocando e o barulho das chamas em volta fez ele lembrar da nave quebrando na órbita da terra. Porém a ausência da dor e da escuridão fez Revân abrir os olhos.
Algo em seu modulador dos olhos estava errado. Tudo a sua volta estava da cor roxa. A não ser que o vácuo tenha o roubado de alguma forma. Ele não havia estudos sobre o vácuo, até o começo daquela missão não sabia que ele existia, poderia haver alguma forma de ser possuído pelo poder? Olhou para Faraday, que estava tão assustado quanto. Então viu Paulo segurando a energia de vácuo em volta deles. Ele tinha feito uma esfera de vácuo em torno deles, absorvendo todo o impacto da bala.
- Eu não sei se eu resisto mais uma vez - Ele abriu os braços, projetando mais energia de vácuo. - Se curem rápido, os decaídos nos acharam.
- É culpa sua! - Faraday gritou.
- Minha? - Revân gritou de volta.
- Calados porra! - A voz de Paulo foi como um terremoto - Façam o que eu mandei e concentrem a raiva neles.
Revân achou melhor deixar passar, o que acertou eles estava chegando. Kisuke fez o trabalho mais rápido que pode. Quando Kepler terminou com Faraday mais uma bala chegou no escudo. Fogo, e destruição, o que sobrou foi apenas o local onde estavam. A floresta começou a pegar fogo. Paulo segurou firme, mas a energia dissipou-se.
-Vão, vão.
Faraday tele portou-se novamente e mais uma vez lançou uma granada. Revân escorregou e viu no que o parceiro Exo atirou. Os relatórios de Lucas e Paulo eram bem descritivos quando se trataram dos tanques aranhas. Os decaídos eram impressionantes em questão de fazer tecnologia da sucata. Havia mais inimigos do que ele poderia contar, dentre capitães e miseráveis, decaídos e sentinelas decaídas. Revân atirou e todas as balas mataram ou feriram.
- Cuidado com as sentinelas com granadas, elas são suicidas - Gritou Revân enquanto atirava.
Paulo estava se protegendo na trincheira que as duas balas de tanque aranha haviam formado, seu fuzil de assalto não parava de atirar, devido a quantidade de inimigos era difícil não acertar. Faraday atirava freneticamente, embora cadenciado. Logo após o teleporte ele voltava com o carregador cheio. Embora Revân não gostasse de admitir, ele parecia estar dançando enquanto atirava, desviando de balas com aquele tele-porte e atirando nas linhas de decaídos.
Balas de sniper voaram, uma bala de canhão passou zunindo por Faraday.
- Nas pernas, mirem nas pernas - Paulo gritava dentre as balas.
Um dos tiros acertou o ombro do titã e ele se agachou para se recuperar. Enquanto Revân fazia sua cobertura não percebeu os snipers. Duas balas acertaram, sua perna e uma resvalou seu capacete, quebrando-o. Os decaídos continuavam a vir. Revân se escondeu atrás de uma arvore. Olhou em volta e percebeu que o fogo havia consumido metade do local. Então o mundo era estilhaço de arvores e barulhos de balas acertando o chão barroso em sua volta. "A mini gun do tanque". Agachou-se e rolou para o meio de outras arvores. Órgãos vitais atingidos.
Faraday levou dois tiros enquanto o teleporte não funcionou e caiu ao lado de Paulo, neste momento recuperado e atirando ainda mais nos inimigos. Revân aguardou Kisuke, muito bem protegido, o curar. Enquanto balas ainda passavam, atirou enquanto corria e escorregou para a trincheira, se agrupando.
- Eu não tenho nada melhor para atirar neles - Paulo concentrou a energia de vácuo em mãos e lançou nos inimigos, a energia consumiu todos que estavam próximos e feriu os mais distantes. - A não ser isso.
Faraday levantou-se e atirou em mais decaídos. O cheiro da mata queimando começou a ficar denso. Ficou impressionado pelo fato da fumaça o fazer sentir como se seus olhos marejassem. A noite começou a ficar cada vez mais clara com aquela queimada de arvores em volta deles. A fumaça não atrapalhava a visualização, pois o vento a levava para trás de onde estavam, mas a pressão do calor estava tornando a batalha mais tortuosa.
- Vocês precisam ir embora - Disse Faraday enquanto atirava no tanque aranha e mais alguns decaídos que se aproximavam.
- O que disse? - Paulo terminou um dos carregadores e finalmente uma das pernas do tanque havia quebrado - Conseguimos, atirem no pescoço.
Os três guardiões descarregaram tudo que eles tinham no tanque até ele se pôr de pê novamente. Revân e Faraday lançaram cada um uma granada em cada lado do tanque. A sinergia parecia começar a fluir.
- Eu disse que vocês dois precisam ir embora daqui, pra última cidade - Faraday atirava mais, mas para cada tiro, dez balas do lado contrário.
- Nós precisamos ir - Disse Revân. Ele percebeu algo na mão de um decaído e atirou nele e em seu grupo.
Os decaídos não paravam de vir, mais alguns minutos de tiroteio. Balas de decaídos e mais uma bala de tanque. Essa quase acertou dentro da trincheira. Ainda bem que eles quebraram um dos pés e estavam quase quebrando outro. Os decaídos não tinham coragem de avançar, estavam atrás do tanque e das arvores que ainda não pegavam fogo.
- Alguém precisa entregar o relatório a Perun e esses decaídos não vão desistir. - Faraday lançou uma energia com as mãos. Ela acertou um capitão em cheio.
- Alguém vai, porque nós vamos voltar juntos - Paulo atirava e falava em intervalos de balas. Uma bala de sniper acertou sua cabeça.
Revân abaixou-se com Kisuke e Faraday tomou a frente, acertando o sniper que matou Paulo.
- Ninguém vai ficar pra trás - Revân disse.
- Então vamos todos morrer - Faraday abaixou-se enquanto balas azuis choviam na ponta da trincheira.
Paulo acordou e tocou a cabeça. Ele não parecia bem.
- Arrombados. - Acertou o chão com a mão e a eletricidade se dispersou. - E você seu Exo esquisito, você não vai ficar pra trás. Ninguém vai!
Paulo colocou o fuzil de assalto nas costas e pulou para fora da trincheira. Revân achou uma loucura até ver o corpo inteiro de Paulo vibrar em azul. Ele correu para cima dos decaídos numa velocidade absurda e enquanto o tanque tentava uma mira clara, o titã já estava sob as fileiras dos decaídos. A explosão de arco quando ele pulou e se chocou contra o chão desintegrou quem estava próximo e eletrocutou quem estava pouco mais longe. Ele corria e as ombradas acertavam todos no caminho e então mais uma porrada devastadora no chão. Revân e Faraday se aproveitaram para eliminar os decaídos longe dele que estavam com seus olhos brilhante vidrados no titã maníaco dentro das suas fileiras.
Quando a energia de Paulo acabou, ele tirou o fuzil automático das costas e começou a atirar em volta enquanto voltava.
- Cobertura pra ele Revân - Faraday havia dado três tiros em um intervalo de cinco segundos.
- Não precisa falar duas vezes.
Paulo lançou a energia de arco no tanque. Uma pequena fração que explodia em eletricidade. Mais uma perna quebrada. Ele escorregou e caiu por de trás dos dois Exos. Cortado de lanças e espadas decaídas, cuspia sangue no restante de capacete que havia sobrado.
- Tem ao menos mais quatro fileiras de decaídos atrás deles - Ele falava ofegante. Soltre se projetou e o curava.
Revân o olhou nos olhos. A determinação não diminuiu por um centímetro. Olhou então para Faraday que continuava a atirar nos decaídos, mas as balas que vinham das fileiras estavam cada vez maiores.
A respiração ficou pesada. Os sons em volta cessaram. Algo como se fosse um apito soou em sua mente. Revân pensou nas árvores. Nas plantas. No gelo e na neve. Nas pedras. Na lua. No vácuo. Pensou em tudo aquilo e no vácuo existente em toda vida e não vida no espaço. Então a queda livre da nave. Os ventos em seus ouvidos. Todo o silêncio. Matéria e não matéria.
- Caralho, essa é nova - Revân mirou o canhão de mão em Faraday, mas teve que desviar mais uma vez de balas.
Ele rolou para frente e os dois estavam cara a cara, mirando a arma um no rosto do outro. O gatilho dos dois puxados ao mesmo tempo. Vazios.
- Desiste logo - Revân não tinha visto o buraco na sua própria barriga, ele cuspiu um pouco de sangue na armadura.
- Deve estar no mundo da lua mesmo - A arma do Exo estava salpicada com o sangue da mão. Era vermelho.
Ele começou a carregar o canhão de mão ali mesmo. Os dois Exos eram rápidos. As armas estavam em prontidão para encerrar o duelo. O ar mudou de pressão, o barulho da floresta foi silenciado e era como se algo cortasse o ar. Estava chegando. Revân sentiu as roupas do corpo tremendo e as folhas no chão movendo-se.
- Não! - Paulo pulou na direção dos dois.
A maior bala que Revân já havia visto na vida estava ali, ela estava chegando ou pior, ela estava mirada neles. Mais rápida do que eles poderiam se mover e mais forte do que os três poderiam defender. Ele fechou os olhos e deixou a escuridão chegar com a dor. O barulho da bala se chocando e o barulho das chamas em volta fez ele lembrar da nave quebrando na órbita da terra. Porém a ausência da dor e da escuridão fez Revân abrir os olhos.
Algo em seu modulador dos olhos estava errado. Tudo a sua volta estava da cor roxa. A não ser que o vácuo tenha o roubado de alguma forma. Ele não havia estudos sobre o vácuo, até o começo daquela missão não sabia que ele existia, poderia haver alguma forma de ser possuído pelo poder? Olhou para Faraday, que estava tão assustado quanto. Então viu Paulo segurando a energia de vácuo em volta deles. Ele tinha feito uma esfera de vácuo em torno deles, absorvendo todo o impacto da bala.
- Eu não sei se eu resisto mais uma vez - Ele abriu os braços, projetando mais energia de vácuo. - Se curem rápido, os decaídos nos acharam.
- É culpa sua! - Faraday gritou.
- Minha? - Revân gritou de volta.
- Calados porra! - A voz de Paulo foi como um terremoto - Façam o que eu mandei e concentrem a raiva neles.
Revân achou melhor deixar passar, o que acertou eles estava chegando. Kisuke fez o trabalho mais rápido que pode. Quando Kepler terminou com Faraday mais uma bala chegou no escudo. Fogo, e destruição, o que sobrou foi apenas o local onde estavam. A floresta começou a pegar fogo. Paulo segurou firme, mas a energia dissipou-se.
-Vão, vão.
Faraday tele portou-se novamente e mais uma vez lançou uma granada. Revân escorregou e viu no que o parceiro Exo atirou. Os relatórios de Lucas e Paulo eram bem descritivos quando se trataram dos tanques aranhas. Os decaídos eram impressionantes em questão de fazer tecnologia da sucata. Havia mais inimigos do que ele poderia contar, dentre capitães e miseráveis, decaídos e sentinelas decaídas. Revân atirou e todas as balas mataram ou feriram.
- Cuidado com as sentinelas com granadas, elas são suicidas - Gritou Revân enquanto atirava.
Paulo estava se protegendo na trincheira que as duas balas de tanque aranha haviam formado, seu fuzil de assalto não parava de atirar, devido a quantidade de inimigos era difícil não acertar. Faraday atirava freneticamente, embora cadenciado. Logo após o teleporte ele voltava com o carregador cheio. Embora Revân não gostasse de admitir, ele parecia estar dançando enquanto atirava, desviando de balas com aquele tele-porte e atirando nas linhas de decaídos.
Balas de sniper voaram, uma bala de canhão passou zunindo por Faraday.
- Nas pernas, mirem nas pernas - Paulo gritava dentre as balas.
Um dos tiros acertou o ombro do titã e ele se agachou para se recuperar. Enquanto Revân fazia sua cobertura não percebeu os snipers. Duas balas acertaram, sua perna e uma resvalou seu capacete, quebrando-o. Os decaídos continuavam a vir. Revân se escondeu atrás de uma arvore. Olhou em volta e percebeu que o fogo havia consumido metade do local. Então o mundo era estilhaço de arvores e barulhos de balas acertando o chão barroso em sua volta. "A mini gun do tanque". Agachou-se e rolou para o meio de outras arvores. Órgãos vitais atingidos.
Faraday levou dois tiros enquanto o teleporte não funcionou e caiu ao lado de Paulo, neste momento recuperado e atirando ainda mais nos inimigos. Revân aguardou Kisuke, muito bem protegido, o curar. Enquanto balas ainda passavam, atirou enquanto corria e escorregou para a trincheira, se agrupando.
- Eu não tenho nada melhor para atirar neles - Paulo concentrou a energia de vácuo em mãos e lançou nos inimigos, a energia consumiu todos que estavam próximos e feriu os mais distantes. - A não ser isso.
Faraday levantou-se e atirou em mais decaídos. O cheiro da mata queimando começou a ficar denso. Ficou impressionado pelo fato da fumaça o fazer sentir como se seus olhos marejassem. A noite começou a ficar cada vez mais clara com aquela queimada de arvores em volta deles. A fumaça não atrapalhava a visualização, pois o vento a levava para trás de onde estavam, mas a pressão do calor estava tornando a batalha mais tortuosa.
- Vocês precisam ir embora - Disse Faraday enquanto atirava no tanque aranha e mais alguns decaídos que se aproximavam.
- O que disse? - Paulo terminou um dos carregadores e finalmente uma das pernas do tanque havia quebrado - Conseguimos, atirem no pescoço.
Os três guardiões descarregaram tudo que eles tinham no tanque até ele se pôr de pê novamente. Revân e Faraday lançaram cada um uma granada em cada lado do tanque. A sinergia parecia começar a fluir.
- Eu disse que vocês dois precisam ir embora daqui, pra última cidade - Faraday atirava mais, mas para cada tiro, dez balas do lado contrário.
- Nós precisamos ir - Disse Revân. Ele percebeu algo na mão de um decaído e atirou nele e em seu grupo.
Os decaídos não paravam de vir, mais alguns minutos de tiroteio. Balas de decaídos e mais uma bala de tanque. Essa quase acertou dentro da trincheira. Ainda bem que eles quebraram um dos pés e estavam quase quebrando outro. Os decaídos não tinham coragem de avançar, estavam atrás do tanque e das arvores que ainda não pegavam fogo.
- Alguém precisa entregar o relatório a Perun e esses decaídos não vão desistir. - Faraday lançou uma energia com as mãos. Ela acertou um capitão em cheio.
- Alguém vai, porque nós vamos voltar juntos - Paulo atirava e falava em intervalos de balas. Uma bala de sniper acertou sua cabeça.
Revân abaixou-se com Kisuke e Faraday tomou a frente, acertando o sniper que matou Paulo.
- Ninguém vai ficar pra trás - Revân disse.
- Então vamos todos morrer - Faraday abaixou-se enquanto balas azuis choviam na ponta da trincheira.
Paulo acordou e tocou a cabeça. Ele não parecia bem.
- Arrombados. - Acertou o chão com a mão e a eletricidade se dispersou. - E você seu Exo esquisito, você não vai ficar pra trás. Ninguém vai!
Paulo colocou o fuzil de assalto nas costas e pulou para fora da trincheira. Revân achou uma loucura até ver o corpo inteiro de Paulo vibrar em azul. Ele correu para cima dos decaídos numa velocidade absurda e enquanto o tanque tentava uma mira clara, o titã já estava sob as fileiras dos decaídos. A explosão de arco quando ele pulou e se chocou contra o chão desintegrou quem estava próximo e eletrocutou quem estava pouco mais longe. Ele corria e as ombradas acertavam todos no caminho e então mais uma porrada devastadora no chão. Revân e Faraday se aproveitaram para eliminar os decaídos longe dele que estavam com seus olhos brilhante vidrados no titã maníaco dentro das suas fileiras.
Quando a energia de Paulo acabou, ele tirou o fuzil automático das costas e começou a atirar em volta enquanto voltava.
- Cobertura pra ele Revân - Faraday havia dado três tiros em um intervalo de cinco segundos.
- Não precisa falar duas vezes.
Paulo lançou a energia de arco no tanque. Uma pequena fração que explodia em eletricidade. Mais uma perna quebrada. Ele escorregou e caiu por de trás dos dois Exos. Cortado de lanças e espadas decaídas, cuspia sangue no restante de capacete que havia sobrado.
- Tem ao menos mais quatro fileiras de decaídos atrás deles - Ele falava ofegante. Soltre se projetou e o curava.
Revân o olhou nos olhos. A determinação não diminuiu por um centímetro. Olhou então para Faraday que continuava a atirar nos decaídos, mas as balas que vinham das fileiras estavam cada vez maiores.
A respiração ficou pesada. Os sons em volta cessaram. Algo como se fosse um apito soou em sua mente. Revân pensou nas árvores. Nas plantas. No gelo e na neve. Nas pedras. Na lua. No vácuo. Pensou em tudo aquilo e no vácuo existente em toda vida e não vida no espaço. Então a queda livre da nave. Os ventos em seus ouvidos. Todo o silêncio. Matéria e não matéria.
Concentrou em sua mão.
Saltou e acima da
trincheira viu os decaídos se assustarem com tamanha energia em suas mãos.
-Toma berinjela seus filhos da puta.
A energia de vácuo foi tamanha, maior que a bala que foi de encontro a eles. Uma esfera maior que os mecanóides roxos deles. Ela ia devagar e que a tornava ainda mais ameaçadora. Os decaídos gritavam de raiva e de desespero enquanto a energia destrutiva chegava e eles debandavam. A energia se chocou com o tanque. A explosão matou mais alguns que se escondiam à sombra dele. O vácuo ainda não havia acabado, mesmo porquê quando a energia se chocou e provocou a destruição, vários micro fragmentos de vácuo começaram a perseguir os decaídos que ainda permaneciam ali. Toda aquela força destrutiva parecia ter drenado o fogo das arvores, que se apagou, sobrando apenas arvores destruídas e negras.
Os decaídos começaram a recuar. Revân voltou exausto.
- O que foi aquilo? - Faraday saia da trincheira ao lado de Paulo, abismado.
- Eu só juntei energia de vácuo o bastante.
- Caralho Revân, isso foi incrível. - Paulo bateu em seu ombro.
- Ai, ai... Calma porra. - Revân olhou para Faraday. - E você amigo, como está?
O exo demorou a entender que falavam com ele. Faraday se virou lentamente para Revân.
- Mesmo depois do que...
- Eu disse que ninguém fica pra trás. - Revân sorriu.
- Você é esquisito, mas é gente boa - Paulo deu um leve soco no ombro.
Faraday demorou a segui-los, possível que estava passando pela sua cabeça que eles eram doidos ou que não agiam de forma lógica. Revân não ligava.
- Que forma estranha de fazer amizade - Faraday disse.
Ele começou a rir sozinho. Paulo sorriu e o acompanhou na risada. Logo Revân começou a rir junto. De fato, era.
-Toma berinjela seus filhos da puta.
A energia de vácuo foi tamanha, maior que a bala que foi de encontro a eles. Uma esfera maior que os mecanóides roxos deles. Ela ia devagar e que a tornava ainda mais ameaçadora. Os decaídos gritavam de raiva e de desespero enquanto a energia destrutiva chegava e eles debandavam. A energia se chocou com o tanque. A explosão matou mais alguns que se escondiam à sombra dele. O vácuo ainda não havia acabado, mesmo porquê quando a energia se chocou e provocou a destruição, vários micro fragmentos de vácuo começaram a perseguir os decaídos que ainda permaneciam ali. Toda aquela força destrutiva parecia ter drenado o fogo das arvores, que se apagou, sobrando apenas arvores destruídas e negras.
Os decaídos começaram a recuar. Revân voltou exausto.
- O que foi aquilo? - Faraday saia da trincheira ao lado de Paulo, abismado.
- Eu só juntei energia de vácuo o bastante.
- Caralho Revân, isso foi incrível. - Paulo bateu em seu ombro.
- Ai, ai... Calma porra. - Revân olhou para Faraday. - E você amigo, como está?
O exo demorou a entender que falavam com ele. Faraday se virou lentamente para Revân.
- Mesmo depois do que...
- Eu disse que ninguém fica pra trás. - Revân sorriu.
- Você é esquisito, mas é gente boa - Paulo deu um leve soco no ombro.
Faraday demorou a segui-los, possível que estava passando pela sua cabeça que eles eram doidos ou que não agiam de forma lógica. Revân não ligava.
- Que forma estranha de fazer amizade - Faraday disse.
Ele começou a rir sozinho. Paulo sorriu e o acompanhou na risada. Logo Revân começou a rir junto. De fato, era.

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