? - Terra - Faraday 12, Revân 9 e Paulo PT. 1

Ele estava indo bem no treinamento, por quê o Sr. Felwinter mandou ele para aquela missão? Ele tinha feito algo de errado ou seria um novo teste? É claro que a humanidade era uma emergência, era apenas olhar para todo aquele acampamento e perceber a necessidade de mais tecnologia, mais meios de vida e sobrevivência, mas sua presença era mais importante ali? 
- Quer dizer que você pode manipular... O vácuo? - Revân perguntou. 
Era noite, eles estavam em volta de uma fogueira. Paulo, embora estivesse quieto, aparentava conseguir modificar a luz a seu favor, mas Revân ainda parecia ter a ignorância que o perseguia a alguns meses atrás antes do acampamento. Não sabia quanto tempo ele havia sido ressuscitado, mas ao menos era curiosos para o conhecimento arcano que ele estava disposto a explicar.
- Felwinter tem escrito livros e eu tento acompanhá-lo. - Ele levantou-se - Venha.
Revân levantou-se e foi animado ao lado de Faraday. Paulo estava próximo observando, queria aprender também, mas parecia orgulhoso. Os dois arcanos de postaram um ao lado do outro e Faraday juntou as duas mãos, com se segurasse uma bolha grande em mãos.
- Pense no vácuo como a energia a sua volta. O infinito da terra. - Linhas roxas no ar começaram a surgir, estavam vindo de todas as direções e juntando-se no centro da "bolha" invisível nas mãos de Faraday. - O vácuo é como vidro, ele quebra fácil, mas é extremamente destrutivo. 
Então ele concentrou uma boa parte dela até ela virar uma esfera consistente e a lançou em uma arvore. Onde a esfera caiu foi um estrago, desintegrando o que tocou. Tudo em volta começou a ser absorvido por aquele ponto e o que sobrou caiu no chão. Revân e Paulo ficaram boquiabertos. Logo os dois estavam tentando.
- Só não jogue nas arvores - Paulo mencionou - estamos aqui pra proteger o planeta e ajudar a vida, não destruí-la.
Faraday não gostou do comentário, ele estava mostrando o poder destrutivo do vácuo e uma arvore a menos não faria diferença. Logo Revân conseguiu juntar uma massa tão parecia com a dele que chegou a assustá-lo. Não deixou transparecer. Paulo estava tendo um pouco mais de dificuldade, mas ainda assim ele conseguia trazer o vácuo para si. Revân lançou no chão próximo e a grama e um pouco de flores em volta desapareceram. Paulo logo parou.
- Preciso praticar mais. - sentou no chão próximo a fogueira.
- Acho que entendi rápido porque... - Revân mexia os dedos da mão esquerda e fios roxos rodavam - eu estava na lua.
Faraday lembrou-se de quando acordou na biblioteca, como a vida parecia estranha ao seu toque, como quando começou a ler os livros, quando decidiu seu nome e quando decidiu o nome de seu fantasma, Kepler. Todo aquele conhecimento o ajudou a compreender ainda melhor o sr. Felwinter e seus estudos sobre o vácuo. Claro que aquela misera concentração de poder era pífia comparada a de seu mestre, mas era um começo.
- Sua arma é bonita - Paulo mencionou.
- Obrigado. - O fuzil de batedor de Faraday era uma velharia, com mira de ferro, mas conservado. - É meu velho de guerra, me ajudou a chegar na cidade.
- Não parece tão velho, aposto que Matheus conseguiria identificar isso com apenas um olhar - Revân ainda brincava com o vácuo. - Eu imagino as possibilidades.
- Eu sei fazer isso por enquanto - Paulo bateu os dois punhos e uma onda de eletricidade azul passou por seus punhos e expandiu. - Chamam de energia de arco.
- Que incrível. - Faraday não se conteve, ao menos aquele monte de músculos sabia fazer.
- Lucas conseguiu dominar a energia do fogo... - Ele revirou os olhos por algum motivo, algo pessoal talvez - Energia solar - Paulo disse num certo desdém. - Se me ouvissem falar de fogo iam me matar. É literalmente o poder do sol na palma da sua mão.
- Temos muito potencial - Revân disse.
- Vamos descansar agora, temos muito caminho para percorrer nos próximos dias, - Faraday levantou-se e empunhou sua arma. - Faço a primeira vigia, daqui a três horas levanto um de vocês dois.
- Pode ser eu - Paulo esticou um coberto improvisado, estava um pouco puído. - Preciso caçar um pouco.
Revân apenas acenou feliz e deitou-se. A armadura da cabeça do Exo impedia de o olhar nos olhos, isso dava uma ponta de raiva, não ter uma forma clara do que seu colega está pensando. A leitura das expressões deveria ser clara, mas ele era um enigma. Logo os dois dormiram e Faraday estava sozinho finalmente. Começou a bater um pouco no seu sobretudo preto. A armadura de kevlar por baixo ainda não era a mais resistente, mas logo seria. 
Até entendia bem porquê de missões, mas por quê tinha que ir com outros dois guardiões? Ele sozinho já provou diversas vezes que poderia lidar com aquelas situações. Aquele conselho dos senhores de Ferro era de fato incompetente. Ainda bem que Felwinter os ajudou, Faraday sabia que tinha ao menos um contemporâneo de inteligência. Levar um relatório sobre essas novas descobertas só mostrariam o quão bom ele era, iriam reconhecer seu valor. 



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