? - Terra - Revân 9
Sons de passos, barulhos de algo quebrando próximo. Vozes.
-Hei chefe, olha o que encontrei.
"O que você entrou seu idiota, deixa eu dormir... espera." Revân abri os olhos e olhou pra cima. Havia três sombras o cobrindo. Caia pingos de água do céu. Ele estava em uma vegetação baixa. Ninguém oferecru a mão para levantar ou qualquer palavra de felicifade. Levantou as mãos quando percebeu armas "Não apareça Kisuke", "Eu nem cogitei isso, dê seus pulos". O exo não conseguiu fingir a cara de raiva.
-O que foi? - Um dos homens, careca com dentes podres que insistia em sorrir - 'ta com raivinha que acordamos seu sono de beleza robozinho? - Ele disse "solo", devia ter um dente quebrado.
-Na verdade entrou água no meu olho - Metade da armadura tinha quebrado na queda.
-Levanta bem devagar. - Uma voz um pouco mais grosa e firme disse, mas não era nenhuma das pessoas em volta.
Revân não tinha outra escolha se não executar o que o homem pedia. Levantou-se ainda com as mãos para cima. Ele visualizou as arvores, sentiu o cheiro da mata e do orvalho. O problema é que aqueles caras exalavam um cheiro forte. Estavam equipados com fuzis de assalto e pistolas.
-De onde veio? - o que falava tinha uma faixa vermelha na cabeça. Os cabelos lisos pretos estavam jogados para trás. O rosto quadrado, olhos incisivos e a falta de um sorriso em seus lábios não deixavam convidativo a conversas. Em sua mão tinha um fuzil de batedor. Mas acoplado em suas costas havia algo preocupante, uma lança foguetes. - A língua desceu pela garganta quando levantou?
"Eu não posso te curar sem me revelar"
-Pode achar esquisito, mas vim da lua. - Revân apontou com uma das mãos para o céu.
-Hei chefe, ele deve ser alienigna - Outro dos homens, tinha cabelo encaracolado e um tapa olho - alienoigena... Vocês entenderam.
-Ele é um robô Viktor, como você é burro - O brutamontes do grupo. Revân não gostava nada daquilo, mas não iria corrigir dizendo ser um Exo.
-Chefe, o Theodor me chamou de burro de novo! - Ele pulava e apontava. "Desvia a droga da arma idiota".
-Calado idiota - "Foi o que eu disse". - A verdade, muito bem, escolheu o caminho certo. Ouvimos uma explosão e algo caindo do céu. - Ele apontou. Revân olhou um pouco pra direita dentre as arvores. Um pedaço da nave pegava fogo, não se alastrou, a mata estava molhada.
-Sim, vários pedaços de nave, certo? - "Eles não sabem do Matheus, ótimo".
-Adam, revista ele. - O careca com dente podre.
Ele batia em suas roupas e corpo, nada respeitoso com sua pessoa "Matheus diria que são os sucateiros da terra."
-Nada Oliver. - Mau terminou de dizer e Adam se encolheu, o homem andou e lhe esbofeteou, um vermelho tornou-se roxo rápido.
-Já disse pra me chamar de chefe - Então um fantasma apareceu ao lado de Oliver. - já viu uma coisinha dessas homem de aço?
Revân se pegou a franzir o cenho metálico. Concentrou na batalha com aquela criatura na lua e limpou a mente.
-Eu vi muita coisa horrível na lua, mas isso não. - "Como é amigo?", "Cala boca Kisuke".
Oliver estudou bem o rosto do Exo. Revân pediu para que ele nada tenha percebido.
-Sabe o que eu sou robô da lua? Eu sou um Senhor da Guerra. Tudo que eu encontro, eu conquisto e é meu. Sabe por que? Não importa. Você agora é meu.
-Exo. - Revân olhou fundo em seus olhos.
-O que? - Oliver com certeza nunca ouviu alguém respondê-lo sem subserviência.
-Eu sou um Exo. - Revân sorriu.
-E isso seria...?
-Eu. - Revân deu um soco na barriga de Theodor, o brutamontes, pegou sua pistola e deu um tiro no pé de dente podre Adam que gritou caindo de lado.
Theodor estava de joelhos no chão ainda tentando respirar enquanto Revân pegava Viktor como refém.
-Larga a arma ou ele morre - Revân apontou a arma na direção de Oliver.
Quatro tiros em sequência. Viktor tinha a cabeça para trás no ombro de Revân perfurada no centro da cabeça. Quando o Exo estava processando a informação e o corpo inerte do refém caiu levou dois tiros, um na perna e outro no ombro. Ele caiu sobre o joelho da perna ferida, a dor gritou, mas Revân respirava fundo "Não apareça Kisuke."
-Ele morreu e eu não larguei a arma, e agora robô? - Oliver apontou a arma para cabeça de Revân - Ah, desculpe, é Exo não é?
-Muito bem chefe - disse Adam no chão entre gemidos - Eu nem gostava do Viktor mesmo. - "gustava".
-Quer outro tiro seu bosta? - Oliver disse.
Revân mirou a arma no peito de Oliver e disparou o carregador inteiro. Oliver caiu para trás. O Exo levantou-se o mais rápido que podia, mas agora o brutamontes estava na sua frente.
-O chefe volta logo - "Eles sabem que ele ressuscita" - Você fica.
Revân jogou a arma com toda a força que tinha em direção Theodor que ao tentar se proteger, o impacto quebrou o osso rádio do braço. O reerguido pulou e aplicou uma cabeçada no brutamontes. Sangue começou a escorrer da cabeça. Com o braço bom, Theodor pegou na ferida de bala de Revân. Ele gritou, mas logo aplicou um soco no rosto do grandão. Sentiu a mandíbula e vários dentes quebrando. Theodor urrou. Revân ao perceber a arma apontada para ele teve tempo de se esconder atrás daquele homem montanha. As balas de fuzil de assalto se pregaram do torço até a cabeça e onde era um olho, agora era um buraco de bala pulsando sangue, pedaços de globo ocular e cérebro. "Esqueci do dente sujo".
-Desgraçado! - gritou Adam. ele rolou enquanto Revân se escondia nas arvores. - Você matou meus amigos!
Oliver agora estava de volta. A mesma expressão em seu rosto. Indiferença.
-Robozinho, eu vou pegar você de qualquer jeito, para de se esconder.
Revân estava atrás da arvore e Kisuke projetou-se para curá-lo. Tão rápido quanto apareceu, sumiu.
-Os senhores da guerra sempre pega... - Um tiro alto. "Sniper".
Adam tinha se levantado em uma perna, começou a atirar em uma direção que Revân não conseguia ver. Em resposta aos tiros diversos outros mais altos e pareciam mais fortes. O exo viu o braço de Adam cair e seus gritos foram calados com mais duas balas na cabeça.
-Esse aqui é senhor da guerra. - Uma voz desconhecida.
-Eu entendi - Esse eu sei quem é.
-Matheus! - Revân saiu das arvores. - Eu...
Um tiro. Tudo escuro. Ele piscava e estava de novo da mesma forma que acordou, mas havia duas sombras agora.
-Esse é meu amigo - Matheus estendeu a mão para o Revân.
-Eu pensei que era outro senhor da guerra. - o homem tinha capa.
-Você atirou em mim? - Estava de pé e Matheus tinha uma expressão ruim em seu rosto - ele atirou em mim.
-Porra... Foi sem querer.
-Seus filhos da put... - outra bala de sniper fez a cabeça de Oliver ricochetear para trás, um naco de carne saiu da parte de trás da cabeça com um pouco de cabelo.
Revân quase não acreditou em seus olhos. Aquele cara era rápido.
-Atreus, este é Revân. Revân, este é Atreus. - Matheus ainda permanecia com a mesma expressão.
-Eu invoco a lei dos Senhores do Ferro, não traga seu Guardião de volta, ou o matarei novamente e de novo. Sigam o decreto de ferro e terá seu reerguido de volta.
Matheus e Revân olharam para Atreus, a voz tinha um timbre totalmente diferente da voz que ouviram a pouco atrás. O Fantasma de Oliver parou alguns segundos no ar e depois pôs-se a ir embora.
-O que foi isso? - Matheus aplicou um leve soco no ombro de Atreus.
-Ahnn...? Ah sim, isso é o que o Sr Saladino pediu para dizermos quando encontrarmos o Senhores da Guerra. Os poucos que sobraram na verdade.
-E esse negócio de Senhores do ferro? - Revân estava curioso.
-A ordem do senhor Saladino, a primeira ordem de Guardiões.
-Guardiões? - a palavra fez Matheus franzir o cenho de aço.
-Nós. - Atreus apontou para eles - Nós somos guardiões. Responsáveis pela humanidade.
Revân sentiu como se uma frase escondida dentro de um livro tivesse sido revelada para ele. Como se o subtexto estivesse ali o tempo todo e que a tradução fora finalmente feita.
-Gostei - Foi o que Matheus disse.
-Ahn... já que estão aqui, podem me ajudar com o corpo?
Matheus improvisou com uma casca de arvore um puxador, carregava o corpo como se fosse uma pilha de papel. Revân pegou o fuzil de batedor e a bazuca de Oliver. "Posso pegar isso chefe?" Revân cuspiu no chão.
-Ainda bem que não enfrentamos o Senhor da Guerra Shaxx. - Disse Atreus feliz da vida.
-E por que não? - Revân queria saber tudo que tinha para aprender.
-Dizem que ele nunca foi derrotado, por ninguém. - Atreus parecia uma criança contando um segredo.
Revân e Matheus se olharam.
-Vamos para última cidade agora, vou reportar para o Saladino esse corpo.
-Ainda temos problemas com decaídos? - Matheus trazia pesar na voz.
-Ainda? Eles chegaram e já são o motivo de união de todos, eles são nosso principal problema - Atreus de preocupado foi para feliz - mas espera todo mundo saber que eu salvei dois guardiões da lua.
Revân estava com os pensamentos longe. Agora na terra havia uma base com diversos "Guardiões", pessoas já organizadas e que protegiam as pessoas que não podiam. Nascer em um local sem pessoas o fez sem necessidade de muitas pessoas, mas sabia que estava de pé por algo. "Quanto conhecimento me aguarda."
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