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Mostrando postagens de março, 2025

? - Lua - Matheus 10 e Revân-9 PT 2

A produção da nave estava indo bem. Revân e Matheus começaram a transportar os materiais das naves do local que encontraram. O problema eram as sombras que começaram a existir. Todas as vezes enquanto voltava para a linha do arqueiro, Matheus olhava para trás ao menos quatro vezes. Sentia que a qualquer momento ouviria aquele grito novamente. Qualquer barulho era o bastante para fazê-lo mirar o mais rápido que podia com o fuzil de rajada para todo e qualquer lado, por vezes o pedaço de metal que carregava quase o esmagava. Fenrir teve que projetar algumas vezes para olhar suas costas. Os pensamentos durante o silêncio de sua mente não conseguiram ser silenciados. O que mais espreitava aquele pedaço de pedra gigante no espaço? Com os sucateiros sabia lidar, mas algo como magia? Enquanto mais um pedaço de aço era depositado no chão ao lado da já quase pronta "nave", pensou que voltar a vida não era nada normal também. Se ele existia num extremo, o que estava na outra extremidad...

? - Lua - Revân-9 e Matheus 10

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— Você pode...? — Matheus-10 estendeu a mão.  — Fenda. — Revân estendeu a chave enquanto lia. Um chassi estava sendo montado com base na nave dos decaídos. Não sabiam quanto tempo passava, mas que dormir havia sido uma necessidade existente. Felizmente atendida. Os turnos de guarda não eram muito preocupantes, os decaídos tinham desaparecido de vez. Algo bom pra eles, algo provável ruim para Terra, mas não podiam baixar a guarda. — Eu olho para lá e imagino os problemas que estão enfrentando. — Disse Revân. Os fantasmas dos dois reerguidos estavam flutuando em volta do chassi, eles projetavam um raio de luz que era usado como solda. — É — Matheus saia debaixo da estrutura que agora parecia bem firme.  — Precisamos do metal da nave dos decaídos, cobrir esses espaços, para a entrada na terra não nos incinerar.  — Precisamos é de um motor de órbita. — Disse Fenrir. — Se não, nós não saímos nem da lua. Um silêncio se...

? - Lua - Matheus-10

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— Roubar a nave deles? — Fenrir repetiu para saber se tinha ouvido direito.  — É. — Matheus piscou. — Ela pode ser tripulada por dezenas deles, você sabe disso? — A voz de Fenrir ficou um pouco mais grossa e atenuou sua preocupação. — Independente — Matheus agora tinha uma armadura que consistia em uma cor amarelada e branca.  Manoplas, torso, botas e capacete. Todos repousavam ao seu lado enquanto conversava, calmo  — Eu sou imortal. Dois dias atrás, mais daqueles inimigos haviam o atacado. Ele combateu muito bem todos eles, só não esperava que um permanecia semimorto no chão. A bala passou por onde deveria estar seu coração. Os sentidos desaparecendo, a falta de ar e a dor, tudo aquilo misturado naquele corpo de máquina. Antes de fechar os olhos pensou no reflexo que viu no computador e como seria ele desligado ali no meio do nada, a sua não tão longa vida.  Não soube dizer quantas horas se passaram, o céu era sempre parecido. Os sentidos acordaram todos de uma vez...

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— Alô? — voz pesada e rouca — Pode me ouvir? Eu não acredito que te achei. "Me achou?" Foi seu primeiro pensamento. Piscou diversas vezes. A visão veio aos poucos, então os sentidos e o tato. As articulações não doíam, mas precisou movimentar repetidas vezes para se sentir seguro de se levantar.  —Eu... posso. — Os pensamentos pareciam embaralhados. A sua voz era parecida com a voz que ele ouviu. Rouca, grave — O que houve? — Muita coisa aconteceu. Você se sentirá confuso. Meu nome é Fenrir. — Embora a voz estivesse próxima, ele não via quem falava — Sou um fantasma. Sou seu fantasma agora. — Fantasma? — Olhou para as próprias mãos, toda de metal. — Nome. O meu nome... Matheus. Matheus-10. Ou 16. — A dúvida pesou mais que seu nome. Era como se tivesse vivido outras versões de si. — Já sabe seu nome. — Fenrir parecia admirado.  — Eu sempre me lembro do meu nome. —  A voz saiu sem que ele percebesse, como se tivesse registrado ou codificado no cérebro. Então ele n...

? - Antiga Rússia - Lucas e Paulo PT 4

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Paulo parecia resmungar enquanto dormia, ele se torcia e retorcia no chão. Estava assim à meia hora. Lucas não chegou perto nem foi perturbar seu sono. O desperto levantou de uma vez, ofegante.  — Bom dia, flor do dia. — Lucas estava de pé ao lado de uma fogueira há muito apagada. O corpo gigantesco do decaído derrotado ainda permanecia ali.  Paulo fazia sua revisão de ressurgimento, mesmo não tendo morrido.  — Eu dormi muito? — O dia e a noite toda. — Lançou um pedaço de carne para Paulo. — Agora come. — Perdemos a droga de um dia todo. — Ganhamos uma batalha com muito esforço, podíamos ter morrido. — Lucas andou de um lado para outro. — Não perdemos nada que não possa ser ganho novamente.  O sobrevivente não parecia convencido. — Sono ruim? — Pesadelo. Um silêncio perdurou por eles enquanto saboreavam a comida. Lucas notou que o desperto olhava fixamente para o corpo do inimigo, como se de alguma forma ele tivesse ganho o poder de ressuscitar também....