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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

? - Antiga Rússia - Lucas e Paulo PT 3

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O chão começou a tremer, árvores a balançar, pássaros a voar e, em algum local da montanha, houve deslizamento de neve que se transformou em avalanche. Quando Lucas e Paulo olharam em volta em um dia que alcançou seu pico mais quente ao meio-dia, notaram no céu o que parecia um redemoinho roxo. Ele cresceu na horizontal, preenchendo alguns vazios em azul e, por fim, tudo começou a tremer novamente. Os sobreviventes não tiveram tempo de questionar, pois uma nave monstruosa surgiu no exato ponto do fenômeno. Ela tomou a direção contrária de onde estaria o Viajante. Enquanto passava, deixou naves menores que pareciam estar em uma espécie de patrulha. Paulo e Lucas perderam as contas de quantas eram.  — Decaídos. — o desperto fechou os punhos.  —Você viu uma pintura ao lado da nave maior? Ela era azul.  Uma das naves patrulha começou a se aproximar de onde eles estavam. Conseguiram a tempo se esconder e passar despercebidos. A ponta da nave era abobadada, na parte superior al...

? - Antiga Rússia - Lucas e Paulo PT 2

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Mesmo com o sol a pino, as árvores continuavam congeladas. Os ventos gélidos passavam de tempos em tempos. A tempestade tinha se acalmado, porém a quantidade de neve deixada para trás estava nos joelhos. Aurora ainda rastreava a mudança de tempo. O ponto mais forte dela estava longe dali. Ao menos por enquanto. Os decaídos tinham atacado novamente, mas a mesma estratégia usada várias vezes perdia sua força. Eles não estavam acostumados com inimigos imortais, que caiam, aprendiam e levantavam vez após vez. — Quatro a quatro! — O grito de Paulo fez algumas árvores derrubarem um pouco de neve. — Eu já te disse, eu não morri! —  Lucas estava à frente em alguns metros empurrando a neve em seu caminho o melhor possível. Paulo tinha entrado na brincadeira. — Você usa quantos por cento do cérebro? — O titã estava com mais dificuldade de andar na neve. — Porque um tiro na cabeça é um tiro na cabeça. — Foi de raspão. — Você caiu no chão. — Eu fiquei tonto — A armadura n...

? - Antiga Rússia - Lucas e Paulo PT 1

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— Então temos Miseráveis, Decaídos, Vândalos... — Lucas estava com três dedos levantados enquanto o indicador passava para cada um deles. Agora ele possuía um capacete azul um pouco enferrujado. E uma capa. Ou o que ele chamava de capa. Ela estava puída, levemente desgastada, mas gostava dela. A armadura em tom pastel tinha alguns buracos de bala e suas botas tinham cores mistas entre verde e roxo. — Capitães — O rosto de Paulo se voltava para o sol poente. O capacete dele era de um vermelho machucado pelo tempo. Uma armadura no tom esverdeado e armaduras pretas nas pernas. A velha escopeta tinha sido trocada por um fuzil de assalto. Os inimigos pelo caminho cresciam, mas eles começaram a melhorar cada vez mais. Morrerem menos enquanto os inimigos morriam mais. Eles estavam seguindo sempre na mesma direção quando podiam, evitando depressões e elevações, embora tenham descoberto que eram bons em escalada. — Não esqueça das máquinas... As sentinelas e aquelas bolas roxas. Odeio elas....

? - Antiga Russia - ?

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Ele piscava no escuro. Mal teve tempo de seus olhos se acostumarem quando uma luz o cobriu. A retina se contraiu e a mão levantou para proteger o rosto, mas o membro quase não respondeu. Acostumando à luz ele percebeu algo no ar. Era uma forma flutuante, esférica em seu centro, mas com algumas peças com formas geométricas em volta. Ela girava, mas sempre encontrava o eixo. Um olho único mostrava ser a fonte da luz que o iluminava. Eles se observaram por alguns segundos antes de, o surpreendendo, a esfera começar a falar.  — Olá. — Achou que era uma voz em sua mente, mas era de fato... aquilo. — Olá. — Ele estava deitado no que parecia ser uma cama improvisada, ela rangia quando se mexia.  Tentou se levantar. Seus ossos começaram a estralar com os movimentos. Era como se seus músculos e ossos estivessem com vários micro fragmentos de vidro que se esfarelavam enquanto ele se movia.  — Calma, você acabou de acordar de um longo sono. — A forma sobrevoava sobre ele —...