Memórias do Metrô - Maria Marino
As estações vem e vão. Outrora passei direto pela correta. Eu disse "Já, já eu volto. É só pegar o caminho de volta." - Mas não tem caminho de volta. O caminho que irei fazer pra voltar não é o mesmo que usei para ir. Não há volta naquilo que acontece, só há maneiras de se reparar. Se aproveita tempo, jamais se ganha ele.
O frio chegou e me sinto a mais quente. Não há porque se preocupar. Não comigo ao menos.
A paciência já se tornou amiga nesses últimos tempos. Embora ache que ela abandonou-me em dados momentos. Sempre a mesma foto. Do mesmo local. Nunca a mesma foto, de forma alguma o mesmo local.
Somos imprestáveis que outrora prestam. Cabe a nós sabermos onde nos é prestável estar.
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