Lua - Âncora da luz - Fox e Edurne

Quando se deu conta estava caindo. O que estava acontecendo? De repente tudo parecia esquisito. O chão apareceu? Seus cabelos estavam de pé. Ela gostou. Quando tentou se mover só conseguia ir de um lado para o outro. A pouca luz do local vinha de um computador com a tela falhando que momentaneamente ligava. Ele estava montado em uma formação rochosa. Talvez aquela fosse a formação do local onde estava.   
— Guardiã? — Era uma voz feminina. Parecia que a fala era metálica. Em sua frente então apareceu um drone. Ele parecia piscar. — Eu pensei que o chão era forte o bastante para você, mas me enganei. 
— Por que você 'tá de cabeça pra baixo? - Ela olhou pra baixo, que na verdade era para cima, seus pés estavam amarrados - por que eu 'tô de cabeça pra baixo?
— Tudo vai parecer confuso no inicio, mas tem muita coisa que você não vai entender. 
— Me solta. — Cruzou os braços.
— Eu sou uma fantasma. Sou sua fantasma agora. Você é uma Guardiã. Precisa ter um nome e me dar um. — Ela se balançou, como um arrepio — Eu sempre quis dizer isso. 
-Consigo pensar melhor quando estou de pé. - Ela fez uma careta e as veias do pescoço saltaram um pouco.
-Nossa, por que não disse antes? 
A Fantasma subiu e antes que a guardiã pudesse protestar, cortou os cabos. Despencou novamente. O chão fora a pior parte. Não estava logo abaixo, estava a alguns metros mais fundo. A cabeça encontrou o chão primeiro. Ouviu um estalo. Tudo apagou. 

Edurne fazia reconhecimento da área. Há não muito tempo estava por essas bandas ajudando Ana Bray e construindo armas para Rasputin. Pretendiam destruir o Todo Poderoso que havia travado uma rota direta para a Última cidade. Fora belo como o poder dos cabais fora reduzido a zero em pouco mais de dez minutos. 
-O que fazemos aqui? - Verena estava ziguezagueando pelo ar. Ela parecia dançar aos olhos da caçadora.
-Se não ficar quieta, eu irei pegar restinhos de fantasma no chão devido a uma bala de decaído ou de colmeia.
A fantasma parou no ar e voltou.
-Algo estava me chamando para lua, eu só não sei o que é. 
Uma explosão ao longe. O pardal se materializou em menos se um segundo e a guardiã já estava cobrindo boa parte da área quando avistou uma nave Tumba e dois ogros atirando seus laisers em uma barreira, dos dois lados simultaneamente.
-Era isso? 
Edurne não conseguiu responder. Estava com um dos pés no acelerador enquanto sua mão segurava seu rifle de precisão, o "bem-amado". Ela acertou em cheio no olho do ogro da esquerda. Ele cessou o fogo no escudo e mirou agora na caçadora. Deu um segundo tiro. Se o monstro sentiu, não expressou. O pardal explodiu, mas ela já estava esquivando-se para detrás de uma pedra. Outra nave tumba despachou vários acólitos e o Cavaleiro que parecia o líder do ataque. Seja lá quem irritou a colmeia, o enxame atacava com vigor.
Um grito e então uma explosão. Edurne viu por sobre o ombro que o ogro da direita havia caído. 
-Mas o que...? - Então uma mulher com uma armadura quebrada, mas com um lança foguetes na mão surgiu no ar.
-Engole essa, caolho - Em um só disparo duas balas foram projetadas. O cavaleiro que estava comandando as tropas não entendeu bem o que houve, ele nem teve tempo, pois quando notou a segunda bala de sniper já atravessou o crânio. Uma poção de escravos fora em direção a Edurne que a saraivou com seu fuzil automático. 
As balas da bazuca pareciam ter acabado, mas então a mulher partiu de mãos vazias para cima dos acólitos.
-É um guardião, sem dúvida. - Estava estampado na voz de Verena que ela estava impressionada.
Eram ao menos quinze acólitos. Todos estavam caídos em dez segundos. Quando Edurne chegou viu uma guardiã batendo em um acólito já morto enquanto um fantasma tentava tirá-la dali.
-Temos que achar uma nave pra fugir daqui. - O fantasma percebeu a aproximação de Edurne. - Ah, graças ao Viajante, vocês podem explicar pra essa doida a importância de irmos a cidade?
-Qual seu nome? - A caçadora guardara as armas.
-Ela também não...
-Fox. - Ela ouviu a voz da guardiã dentre um soco e outro. - Meu... - soco - nome - soco - é - soco mais forte - Fox.
-Por causa do...? - A fantasma de Fox não terminou, mas virou-se para arma derrubada ao seu lado. Um lança foguetes com um desenho de raposa. 
-E o seu é Aurora. - Ela terminou de dar o último soco, onde espirrou sangue verde da colmeia em seu rosto. Fox limpou parcialmente e sorriu. 
A imagem era grotesca. Uma linda moça de longos cabelos castanhos cheios de gosma. Armadura suja e uma áurea de montanha. Era uma titã.
-Meu nome é Edurne. Essa é Verena. Podemos lhes dar uma carona até a cidade.
Era o inicio de uma bela amizade. 


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