Deleite
É mais um poema final. Sem muitas rimas. Picasso pintava mal quando acabavam as coisas. É o que eu vou fazer.
Compreendo as pessoas sabe? Consigo desfiá-las de uma maneira muito interessante. Quando passo a ama-las é muito melhor. Consigo notar algo de incrível que nem elas mesmas conseguem. Eu não ligo se você é inseguro ou mesmo triste. Não vai nunca me abandonar? Que bom, eu fico contente. Imaturidade é difícil de lidar sabe? Eu sei porque sou em alguns lugares. Não queria mais mentir e nem sentir suas mentiras.
Por uma vez eu vi que ia acabar num desastre. Eu disse que ia embora. Adivinha? Não acabou. Eu tomei uma decisão correta. Estaria disposto a viver toda minha vida no "se". Foi um pequeno período e então o "se" acontece e por você, acaba causando a destruição. De novo. A Irá de Hamlet me parece sensata quando percebe a traquinagem de Ofélia. E ele precisa mandá-la embora, mesmo à amando.
Me tratar feito um estranho, destilar ódio, magoar... Tudo tem perdão? Acha mesmo que se a pessoa estiver nervosa ela pode descontar tudo em você e depois pedir desculpas? "Eu estava fora de mim." Quantas vezes irá acontecer? Não, eu não.
Mas faço das palavras do príncipe: Eu desafio o augúrio Horácio. Se não for agora será depois, se não for depois será agora. Se nada nos pertence, que importa a hora de perder?
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