Telas - O que o branco te desperta?
Eu estava conversando esses dias com a Nathi Duarte, minha amiga, e ela subitamente disse que precisava da minha opinião para refletir sobre algo. Logo avisei que ela poderia dizê-lo. Em seguida me mandou um áudio no app de conversas com 49s aproximadamente pois segundo a mesma, a "brisa" era grande. Nathi começou a falar sobre sermos telas de pintura, quadros em branco. Disse que não fazia o menor sentido, mas agora vejo que faz. Esse quadro é um lugar de oportunidades. Ele cria expectativas e sonhos. Quando você começa a pintar um quadro você não pensa no final dele. Ainda quando pinta você muda, por dentro e por fora.
É muito louca essa questão de sermos uma tela em branco quando na verdade não deveríamos ser. Penso que quem o é não tem nossa idade nem percepção das coisas. Claro que estou falando de bebês (crianças até). Não me entenda mal, (não me entenda) apenas reflita por um instante que nós deveríamos ser pinturas genuínas que deveriam ser expostas no Museu do Louvre (pesquisa). Não é algo ruim, mas não é totalmente bom, se a certo ponto somos pessoas em branco, não temos base nem ponto de partida ou ponto de chegada. Estamos esperando sermos preenchidos e pintados por uma tinta que pode ser a que não nos agrade, mas como saber se não possuímos distinção?
Em contra partida a essa linha de pensamento, ser uma pintura já totalmente pintada é uma coisa horrível deveras, totalmente limitada e subjugada. Logo que você pensar em algo teremos um princípio, um meio e um fim pré-determinado pela sua pintura, pois nada cabe mais nela. Está já preenchido e pintado com as cores que lhe agradam e com as que não lhe agradam, mas te compõem. E todas as outras pinturas desta época foram pintadas exatamente como você. Com base nestas pinturas, outros quadros julgam os novos para terem as mesmas cores e mesmos sentimentos, não entendendo que a arte muda conforme os anos passam e novas tendências e estilos surgem neste tempo.
Termos nossas próprias tintas tendo elas uma base do que é de se interessante pintar e só então começar talvez fosse o caminho. Sabia que no mundo da arte não existe um "termômetro" para dizer o que é bom e o que é ruim? Se Leonardo pintou Monalisa ou você fez bonequinhos de palito não há diferença. O que se avalia é o que aquela obra desperta em você. Qual o sentimento que ela te trás.
Posso ter fugido do foco. (Pode? - Calado) O que este branco desperta em você? Isto é importante. O que esta tela em branco te faz sentir? Quer que ela fique em branco mesmo ou quer pintá-lo? Uma folha, uma parede, um espaço, te deixa satisfeito ou o contrário? Te deixa em paz ou com vontade de fugir e correr?
Este branco é um vazio. Não que precise de cor, mas que seja preenchida.
Bom dia, boa tarde ou boa noite amigo leitor. - Fica melhor amigo leitor? - Caso queira me acompanhar no canal do youtube colocarei aqui no fim. - Lá sou mais descontraído e menos "cabeça". Muito obrigado e até mais ver.
Canal Michelangelo: https://www.youtube.com/channel/UC0aIRC8DIQnEsp0dyL4A9_QnEsp0dyL4A9_Q
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