Vênus, Costa Estilhaçada - Langundo
De cima da estátua consigo ver boa parte do mar de Vênus. "Mar", pois o vulcão em erupção não o deixaria nadar. Um esquife decaído desce deixando vários rebaixados e alguns vândalos. A sniper faz o trabalho inteiro praticamente, quando suas balas acabam o fuzil de batedor de marte termina. A cooperativa Ishitar deixou muitos mistérios da Era Dourada. Eu salto e uso meus dois pulos a mais para aterrizar em segurança. O servidor (bola tecnológica grande e roxa) não está muito longe, mas não irei chamar sua atenção.
Entrando em um dos prédios abandonados percebo uma entrada escondida em um dos cantos da parede. Sinto um cheiro estranho, mas muito comum naquela área.
-Pensei que a Casa do Inverno já havia ido embora. - Meu fantasma está preocupado, apesar da calma em suas palavras sei que está.
-Estou preparada.
Quando ele fala em "Casa do Inverno" você deve pensar em uma casa preparada para qualquer evento climático de sua região frienta, mas sinto informar-lhe que não. No nosso caso, creio que seja novo por essas bandas, é uma facção decaída. Decaídos são piratas espaciais que apesar de usar métodos medievais de ataque, são extremamente tecnológicos e organizados. Essa casa que meu fantasma citou é apenas uma delas das várias espalhadas pelo sistema.
Vou escorregando pela brecha e um túnel em que vou abaixado dá em uma enorme estrutura natural cheia de lúmen no teto. Eu fico hipnotizada com tamanha beleza. Todas as noites eu me deito em todos os planetas para admirar planetas, luas e estrelas que toquei e ainda vou tocar. Mal percebo quando algumas dessas luzes se mechem e miram pistolas de arco em minha direção. Se não fosse por meu gatinho rápido eu teria morrido ali mesmo com um tiro de precisão de um rifle.
Dezenas de decaídos começam a correr em minha direção e eu troco para meu canhão de mão (magnum pode ser pra você?). Cada tiro é um rachar de cabeça e um corpo no chão. Minhas balas acabam e então eu aponto minha arma para cima e o poder solar me toca, preenchendo primeiro meu peito e então meu corpo inteiro. Sinto-me possuída pelo desejo de acertar todos os tiros perfeitos. As seis balas agora são mais apropriadas do que as três, e das seis consigo acertar vinte, pois quem queima, queima o amigo ao lado. A caverna enfim vazia e o cheiro da carne queimada dos decaídos enche meus pulmões quase me deixando exitada. Naquele momento pude perceber que poucas eram as "estrelas", mas apenas olhava nos olhos de meus inimigos, admirada com a beleza.
-Burra! Quase nos matou! - Gritou meu preocupadíssimo fantasma.
-Não enche latinha, você também não percebeu.
Eu vou enfrente, nada de recuar. Não ando muito até encontrar uma porta e escancará-la para estar do outro lado do prédio em que entrei. Ainda é dia. Eu já vi Vênus escurecer? Chamo meu pardal (nossas motos flutuantes) e viajo a 160 km/h até a entrada da câmara de cristal. Ikora me mandou aqui para investigar um sinal que veio de dentro dela. Ela preferiu a mim do que um da ordem dela porque um membro da minha ordem era um dos do esquadrão de Kabr, então um caçador era mais indicado do que um arcano. Sempre se intrometendo aonde não devem.
-Langundo?
-Estou aqui Ikora, desculpe, acho que me distrai com a estrutura Vex.
-A atenção aqui é imprescindível. - Blá,blá,blá... Fala logo. - A mensagem é a seguinte...
E lá vamos nós nos matarmos pela vanguarda. Avante!
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