Memórias do metrô
O mundo é tão pequeno, o simples bocejar é uma blasfêmia contra todo o lindo e puro entretenimento - o ato de falar é pequeno, de pensar, minusculo, visto a alegria que era te ver sorrir, a alegria de te ver cantar, de te ouvir "eu te amo". Mas o amor não é o bastante.
Agora o mundo não é pior , mas o ar calado sem direção me traz numa ilusão que não sana, que não para. Que não plana.
E chegando no que pode ser mais sedi no que é chato e irrefutável. Insuportável.
No que pode ser a mais simples obra de amor. Acabado. Me é triste ver que as intenções são graduadas a meras mesquises. Que o tempo, dadiva que apenas nós temos capacidade de perceber, ao aproveitar do lado de quem te ama é pouco, é frágil. Mundano. Não nas grandes palavras em pequenos versos, mas num toque grosseiro e entorpecido de charlatismo.
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