Por que eu Agreus? - Conto

-Vamos, por aqui, ele está chegando.
Em um castelo enorme, milhares de almas tentavam se salvar. Mas apenas cinco tentavam juntas. O que estava atrás deles era um terror desconhecido que assolava seus subconscientes e por alguns instantes a mente de suas vitimas. A cada batida de porta ouvia-se um urro e pedaços da parede estilhaçando-se. Nenhuma armadura no corredor poderia conter a força daquela terrível besta. Nenhuma arma na mão das mesmas poderiam ferir ou atravessar a carne reforçada com algum tipo de couraça ou mesmo feita da carne e armadura dos mortos em seu caminho. O fogo não o assustava, só o deixava ainda mais voraz em correr atrás de suas vitimas, atiçando a pensar mais e mais tipos de dor que poderia proporcionar a seu condenado.
Um grito de terror. Mais um em seu caminho.
-Esse foi perto - Disse Vitor.
-Então vamos correr o mais! - Jeniffer olhava para uma bifurcação. Uma escolha levaria eles a saída ou morte. 
-Por aqui. - O caminho da esquerda. Ela tomara por puro impulso, implorando em sua mente que fosse o caminho certo.
Depois de longos caminhos com teias de aranha, tapetes vermelhos desgastados no chão, cortinas, lustres como casa de morcegos e tochas que seu fogo já se extinguia os corredores começaram a ficar menores e escuros, Gabriela pegara uma tocha, mas a mesma, como as outras, começara a se apagar.
-Que a gente encontre a droga do caminho certo porque a luz está acabando. 
-Nada de panico, Jhe sabe por onde esta indo. - Nathália tinha uma fé enorme depositada sobre sua melhor amiga e sabia que não iria decepcionar a ninguém. Jeniffer agradecia em sua consciência, mas ela mesma não tinha tamanho acreditar no que fazia. 
Não pelo destino que vê graça na desgraça dos homens, não por sorte pois ela estava longe enquanto aquela coisa estivesse perto, mas por um milagre puro e simples, a porta, única a frente deu em um salão enorme iluminado pelo mais brilhante lustre tal qual fazia a fonte no centro se cristalizar como o mar.
Um urro. Mais um grito. Mais perto.
-Chega de admirar, para a outra porta, rápido! - Michelangelo falou atravessando o salão. 
Gabriela puxara a porta. Nada. Três puxões. Trancada.
-Não...não,não,não,não,não...! - Vitor tentara chegar perto dela para reconfortá-la, mas caíra no chão, desamparada.
Jeniffer viu o mundo balançar enquanto ela ficava no mesmo lugar. Sentiu seu estomago embrulhar e a sua última refeição quase voltar pela garganta. "Era o caminho da direita?"  Isso não importava agora, era tarde de mais para se arrepender pois sabia que aquela coisa estava chegando. 
Então a porta do outro lado do salão tremera, fazendo o eco não somente soar pela sala, mas dentro dos corpos de cada um ali presente. Ela se abriu e sangue começara a escorrer para dentro do salão. Gabriela entrara em estado de choque enquanto Jeniffer corria para fonte, subir em seu beiral para fugir daquele nojo. Logo pedaços de pessoas começaram a entrar. Cabeças de homens, mulheres, crianças... Braços e pernas... Michelangelo fechara os olhos, estava por um instante de desistir e aceitar o que pudesse vir daquela porta. Uma mão então apertara forte a sua.
Seus olhos abriram e Nathália estava em sua frente, olhava em seus olhos. Ela não precisava dizer nada.
Os dois entraram na água da fonte e se abaixaram, um abraçou o outro com um dos braços e o outro colocara no chão. Eles começaram a pedir por um milagre, por uma luz ou que seus fins fossem breves. Jeniffer não entendeu o que eles queriam com aquilo, talvez se redimir no último momento, mesmo assim o fez junto com eles.  
Quando terminaram, Nathália e Michelangelo empurraram a mão na água com força. E quando passos pareciam mais altos e fortes, eles pararam repentinamente. Uma luz no meio daquele sangue todo aparecera e ele fora transformado em água e a água então em gelo, mas não atingiu a ninguém presente. 
O urro foi mais alto, mas parecia se afastar.
-Eu não sei o que nós fizemos, mas conseguimos salvar a todos. - Jeniffer olhava para Michelangelo e Nathália sorrindo e ofegante.
Uma parte da porta também congelara e Vitor dera um chute nela. Quebrara depois de mais uns dois. Eles passaram pela brecha que fora enfim a saída, mas deram de cara com um caminho dentro de um bosque.
-Está escuro. - Vitor olhara em volta enquanto uma coruja piava ao longe.
-Mesmo Vitor? Nem deu pra notar. - Jeniffer levantara a sobrancelha.
-Por favor, acabamos de sair de uma boa e vocês já querem se matar? - Michelangelo bufou e apesar de nenhum dos dois ficarem quietos diante de uma provocação, havia sentido naquelas palavras. - Vamos entrar mais um pouco nessa floresta e nos abrigar, eu não sei vocês, mas preciso de descanso.
Logo todos estavam deitados num monte de folhas avermelhadas. Nesse caso, não sangue, pensou Jeniffer, mas da cor do outono. Acenderam uma fogueira com alguns galhos que acharam. Não demorou a todos pegarem no sono sem sonho algum. 
Alguma coisa se movia nas sombras. No bosque. Michelangelo acordou e ouviu galhos quebrarem.
-Por aqui... - Um vento balançou algumas folhas, ou pelo menos é o que acreditava-se que fosse.
Michelangelo andou calmamente até perceber que algo pousara perto dele.
-Agreus... há quanto tempo.
-Não importa quanto tempo você não me vê, mas quanto tempo verá seus amigos.
-Como assim? 
-Tome cuidado, mande todos tomarem cuidado, principalmente Gabriela. Sinto que se ela continuar com esses sentimentos ela com certeza irá ser pega por... ele.
-Não perguntarei se tem certeza... Compreendi o recado, obrigado Agreus.
-Agora voltarei aos meus afazeres. Nós nunca conversamos.
-Quem acreditaria?
Michelangelo voltara para o acampamento. Olhara para Gabriela que fazia careta ao dormir, ela estava tendo um pesadelo. 
-Temos um longo caminho pela frente. - Se deitou.

Bom dia, boa tarde ou boa noite pra você querido leitor. - Gostaria de pedir desculpas antes de mais nada, por mais quero último texto fosse uma conversa informal sobre o que era vingança e justiça eu não fiz a minha introdução. - Sobre esse conto, sonhei com ele. Estávamos em 2013 se não estou enganado e havia uma colega que o sonho me alertava de que devia se tomar cuidado. Alguns detalhes eu só adicionei, a maioria do texto eu vislumbrei a imagem (corpos de mulheres, de homens... Pois é...) Enfim, muito obrigado e até mais ver. 

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