Agenda permanente

Abrindo uma agenda permanente de cara eu encontro uma lista que resume meu café da manhã, da tarde e da noite. 
250g de mussarela (munssarela ou mussarela? Conferir - depois - mussarela)
250 de presunto
Bono (Biscoito/bolacha - Nenhum preconceito)
Maionese hellman's. (homens do inferno?)
Logo depois a senha do meu wi-fi que não irei revelar, é claro. Quando tiro essa lista do meio de tudo encontro meu nome completo, o blog da antiga companhia de teatro que eu fazia parte (J.A) a senha desse blog e o número do meu RG faltando um número. O teste da caneta tinteiro "do Beethoven". "Você tem a caneta tinteiro do Beethoven?" Eu trabalhava em uma banca de jornal e eu tinha desconto em tudo que chegava lá. (Boa parte do meu salário era gasto lá também). Saiu uma série de canetas de "pessoas famosas" e a do Bethooven era a primeira, amei ela. O teste é meu nome escrito e bem grande "TESTE DA CANETA" e uma seta apontando. 
As primeiras páginas são dedicadas às datas das apresentações de Hermanoteu na terra de Godah e Macbeth feitas em 2014 no CEU Rosa da China (lugar muito bom, recomendo). Logo depois o Fábricas de Cultura (Vou me abster de comentários sobre). Eu descobrindo sobre o que é um "rider". Uma coisa em uma data que estou afim de esquecer. 
E olha só, muito interessante. Costumava postar uma história chamada Em Busca do Aventura em um grupo fechado do facebook. E estou pedindo para cobrar meus membros de Cia. sobre as visualizações do mesmo. Eu não faria a mesma coisa hoje. Eu público coisas sim, mas visualiza quem quer. 
Uma coisa besta que escrevi num bar junto com os amigos da faculdade. Primeira vez e última que bebi pra ficar louco. A gente faz algumas merdas não é? Precisava saber se gostava de beber e não ligo para o conselho dos outros. 
E o resto está em branco.  
Nós olhamos para trás e vamos percebendo como nós fomos ao longo da nossa vida e como estamos agora. Pelo menos até o momento. Como meu pai diria "é um barato a vida da gente". 
(...)
É como se eu não quisesse viver aqui mesmo sabe? É como se eu quisesse acordar no futuro onde as pessoas vivem dizendo que tudo vai dar certo, onde tudo está bem. E antes que finalize o texto eu coloco a reflexão de Leandro Karnal no café filosófico sobre Hamlet:
"(...)Essa dor nasce do fato que estão me dizendo o que se deve ou não deve ouvir e não exatamente o que as coisas são. Olhe para o mundo, quando haverá alguém que irá me dizer o que as coisas são? Quando alguém parará de ser o que deve ser? Quando alguém parará de colocar fantasias?De disfarçar sua dor? Quando alguém estará presente naquilo que fala? Quando as pessoas começaram a ser e deixar de não ser? O que eu responderia se nada fosse relevante a não ser a minha decisão e nada fosse garantir que essa decisão seja a correta?(...)"

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