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Mostrando postagens de julho, 2025

? - Terra - Paulo

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Missão: fazer ronda na cidade.  A muralha... já está deste tamanho?  Ajudou todos que podia no caminho. Eles precisavam de maquinário maior para subir as pedras. Ou de um guardião. De vários na verdade. Eles precisam subir as pedras enormes até o topo. Contou cerca de quinze que ajudou a subir. Paulo pensou em Faraday e Revân, guardiões balões para levarem aquelas pedras.  Pensaram nos portões? Dado o tamanho do projeto da cidade, Paulo levaria mais de um dia, talvez uma semana, para finalizar a sua missão. Estava contente por estar fazendo essa ronda. Gostou de ver as pessoas trabalhando. Observava cada um com suas roupas sujas e algumas vezes puídas. Rindo e tomando água nos andaimes das casas recém construídas. Ele sorriu junto com a cidade. Com as pessoas dela. O ar sempre trazia vários aromas e temperatura. Frio e perfumado, quente e denso. Muito bom.  Alguns metros depois, na sombra, um pai deitado em um pedaço de concreto com uma criança ao lado deitada junto....

? - Terra - Revân-9

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- E todo o conhecimento era armazenado em livros. - Revân disse. - O que é livro senhor Revân? - " Cinco anos apenas. Mais curiosa do que todos. " Revân sorriu. Ensinar é aprender duas vezes. Ele mesmo falava de vários assuntos e o que parecia óbvio para ele, era o imaginário para todos. - Excelente pergunta, Kora.  Kora ficou vermelha. - Não há motivo para ter vergonha. É uma excelente pergunta. Vamos deixar esta para próxima aula, que acham? - Em uníssono, um descontentamento das crianças. Tinham quinze no total - Semana que vem teremos mais, fiquem tranquilos. Estão dispensados. Enquanto as crianças pegavam seus tablets recém construídos, a divisão de Matheus e tecnologias deu seus frutos, Revân dera as costas a eles. Ainda assim conseguiu captar uma fala, entre todas: 'Isso se os Decaídos não nos matarem antes' — Álvaro, dez anos. Não soube por quanto tempo ficou parado olhando para o livro de astrologia. A capa nem era interessante. Vários planetas e estrelas co...

? - Terra - Matheus-10

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 - Tire esse dedo do gatilho. - Matheus disse. O homem sem postura e armadura olhou. Piscou lentamente.  - O que disse?  - Eu disse... - Matheus aproximou-se devagar, tocou com o indicador as costas da mão do homem, que não teve reação - Tire o dedo do gatilho. - Mas não é dessa forma... - Se você se assustar e por reflexo fechar este dedo, pode provocar um acidente. Ou pior. - Matheus  lembrou do acampamento dos decaídos. Ele observou o homem obedecer. - Ob.. Obrigado. - Ele tremeu um pouco. — Vai dar tudo certo. — Matheus tentou sorrir. O homem retribuiu, com olhos fundos e mãos trêmulas. Provavelmente estava há um dia sem dormir. Estava ajudando na reconstrução da rede de comunicação da cidade, era muito difícil lidar com rádio de ondas curtas. Se seu esquadrão tivesse mais tecnologia poderiam ter avisado muito mais cedo sobre o ataque decaído e recebido reforços. Ou mesmo Revân e seu esquadrão fora da cidade.  Ele observou com pena, algumas pessoas dorm...

? - Terra - Atreus

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Estava treinando a mira.  Cada vez atirando mais longe. Não mirava em pássaros, só fingia atirar neles. Seria uma maldade só os coitados terem sobrevivido ao grande colapso para morrerem agora. Treinava o vácuo também, ele era importante. Não tinha tanta raiva interna quanto Lucas para produzir o fogo. - Eu não sei como fiz - O caçador deu de ombro. - Eu só deixei fluir toda a minha raiva e então eu pegava fogo e minha arma também. E eu queria ver os decaídos pegando fogo. - Ahn... - Atreus sabia exatamente como ele se sentia quando dizia não saber como, só fazer.  O objetivo era atirar. O mais longe possível, cada vez mais. Às vezes ele fechava os olhos para dificultar. Depois andava bastante para ver se o alvo foi acertado. Milímetros do centro. Precisava ser perfeito. "Por que?" perguntou Morpheus.  - Ahn... porque... - Você precisa se entender melhor. - O fantasma tinha se projetado enquanto andavam de volta para montanha. Três mil e quinhentos metros de distância....